Fórum 2 - Disciplina Geografia Agrária

O objetivo desta atividade visa a discussão sobre o feudalismo e o processo de desenvolvimento do capitalismo.

 

Sendo assim, analise o contexto da transição do feudalismo para o capitalismo, com base nos textos do livro "A Transição do Feudalismo para o Capitalismo: Um debate" (visualize abaixo), apontando os pontos de vista dos autores e as características que nos levam a compreensão das diferenciações sociais em tempo-espaços distintos identificando também as ideologias e os tipos de renda da terra contidas no feudalismo e ao longo do processo de desenvolvimento capitalista.

 

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Tópico: Fórum Geografia Agrária

Data: 19/01/2013

De: Marcia Michelle da Silva Leobino

Assunto: Transição do Feudalismo para o Capitalismo

O texto base para essa discussão levanta uma questão ou traz novos elementos de uma nova interpretação dos agentes sociais e econômicos que foram as causas da transição do sistema feudal para o sistema capitalista de produção. Pelo que pude perceber o texto indica o pequeno produtor, o servo do burgo, que teria posto em cheque a hegemônia do senhor feudal sobre a produção do excedente, e não à classe burguesa que teria rompido o sistema

Data: 18/01/2013

De: Igor Vinicius (bacharelado diurno)

Assunto: transição feudalismo para o capitalismo

A transição do feudalismo para o capitalismo é dada pela decadência do sistema feudal ,
antes o senhor feudal tinha toda a terra e "alugava para os camponêses "
no sistema capitalista a propriedade passou a ser privada.
com isso a indústria e o comércio passou a ser bastante importante .
a evolução e explanção do capitalismo não foi uniforme .

Data: 18/01/2013

De: Igor Ramon Alves Rozendo Mat.11110164 4° Per. GeoLic. Not.

Assunto: Transição do feudalismo para o capitalismo

A transição do feudalismo para o capitalismo não pode ser vista nem percerbida de igual modo e com as mesmas características em todos os lugares uma vez que tudo não ocorreu de forma simultânea na Europa e no mundo. Os modos de produção, as técnicas, o posse da terra como simbolo de poder, as trocas de mercadorias por mercadorias e posteriormente por dinheiro, a produção de excedentes, surgimento de nova classes social como os burgueses e as relações que se estabeleceram contribuindo para a formação de novas relações econômicas, sociais e de produção que disssolveram as relações feudais .Porém, essas mesmas relações perduraram por séculos pelo mundo se relacionando com as novas formas e modos adotadas pela sociedade, buscando sempre atender as necessidades capitalista, alicercados sobre fortes conceitos político-ideológicos.

Data: 18/01/2013

De: Igor Ramon Alves Rozendo Mat.11110164 4° Per. GeoLic. Not.

Assunto: Re:Transição do feudalismo para o capitalismo

Obs.; Correção 1ª linha : Percebida

Data: 18/01/2013

De: Luiz Felipe Barros (bacharelado diurno)

Assunto: ...


Aah, olhem só essa distinção que faz o Engels do servo em relação ao proletário, em seu texto Princípios Básicos do Comunismo, de 1847:

Como se diferencia o proletário do servo?
R[esposta]: O servo tem a posse e o usufruto de um instrumento de produção, de uma porção de terra, contra a entrega de uma parte do produto, ou contra a prestação de trabalho. O proletário trabalha com instrumentos de produção de outrem por conta desse outrem, contra o recebimento de uma parte do produto. O servo entrega, o proletário recebe. O servo tem uma existência assegurada, o proletário não a tem. O servo está fora da concorrência, o proletário está dentro dela. O servo liberta-se fugindo para as cidades e tornando-se aí artesão, ou dando ao seu amo dinheiro, em vez de trabalho e produtos, e tornando-se rendeiro livre, ou expulsando o senhor feudal e tornando-se ele próprio proprietário: em suma, entrando, de uma ou de outra maneira, na classe proprietária e na concorrência. O proletário liberta-se abolindo a concorrência, a propriedade privada e todas as diferenças de classes.

(o texto inteiro se encontra aqui:
https://marxists.org/portugues/marx/1847/11/principios.htm)

Data: 18/01/2013

De: Luiz Felipe Barros (bacharelado diurno)

Assunto: ...



Bem, o texto é um debate no campo da historiografia, por ser um debate, os autores que deles participam não explicam, necessariamente, os pressupostos (esclarecimentos acerca do método, das discussões precedentes de que fala Hobsbawn) de que partem, mas dão ênfase, pelo que dá pra perceber, ao momento predominante do processo de transição do feudalismo para o capitalismo. Sendo assim, tornam um texto difícil de se ler para qualquer iniciante no assunto, bem como emitir uma opinião de concordância ou discordância sem analisar idéia por idéia do que cada autor coloca, sobretudo as análises de Merrington, que, embora isto não signifique em nenhum aspecto uma superioridade, expõe sua argumentação de maneira muito melhor fundamentada, que Hobsbawn e Dobb, o que acarreta uma mais tempo e cuidado na leitura. Feita essa ressalva, de que tal texto exige uma investigação muito melhor do que a que pude fazer por limitação de tempo mesmo, podemos partir para o essencial das argumentações.
Hobsbawn - Parte da centralidade da limitada universalidade que contou o feudalismo, variando de forma de acordo com as características de cada local. Considera necessário uma correta periodização do feudalismo para podermos entender seus aspectos contraditórios e fundamentais localizados na história. No item 4 (pg. 3-4), explica os processos de retrocessos e ascensos de acordo com os acontecimentos históricos que tiveram influência sobre base estrutural econômica da sociedade e é quem primeiro lança mão da discussão da crise do século XVII, segundo Merrington. (pg. 27). As 5 ou 6 fases de que fala Hobsbawn seria o central de onde se deve partir para entender a não-uniformidade do período feudal. Havendo áreas que lideraram a marcha das forças produtivas e depois foram vítimas de intenso retrocesso. Entretanto ressalta que esse processo não é uniforme, não é mecânico no sentido de uma transição automática para o capitalismo, mas que as próprias estruturas feudais fundidas com a ascendente burguesia também entram em crise. Finaliza ressaltando um fato polêmico de que, apesar do capitalismo propiciar a transformação econômica em toda parte e dificultar para os países que não estavam em seu núcleo, a Revolução Soviética teria ‘fornecido’ o modelo de desenvolvimento econômico ‘genuíno’ e equilibrado entre todos os povos. Este fato, sem dúvida, é pano de manga para uma discussão de nível elevado para tratarmos aqui e que precisa ser questionado antes de absorvido.

Já Dobb, começa sua análise colocando que Hobsbawn menciona mas não aprofunda o que é essencial de se entender, a saber: “a natureza da contradição essencial da sociedade feudal e do pa pel por ela desempenhado na geração das relações burguesas de produção” (pg. 7). O conflito gerado no interior do feudalismo, segundo o autor, reduz-se apenas a diferentes formas de extração do produto excedente, que por vezes, gerou intensas revoltas camponesas em prol de um controle mais elevado do excedente pelos camponeses (renda-trabalho, renda-produto e renda-dinheiro). Tais conflitos não se deu entre burgueses e senhores-feudais pelo preciso motivo de que a burguesia comercial viviam como parasitas do feudalismo e que tendiam a conciliação com o mesmo. (essa análise contrasta com a de Merrington acerca do papel dessas revoltas, que segundo ele, ‘foram esforças apenas secundários, sem repercussão sobre as relações sociais’ na pg. 19) Por isso, o autor concentra sua análise na revolta entre os pequenos produtores. (pg. 9) Mas a revolta desses camponeses não implica no aparecimento de relações burguesas de produção de forma simultânea, é um elo indireto. Quando alguns pequenos produtores conseguiam sua emancipação parcial da exploração feudal, começava alguma acumulação de capital, dicotomizando os camponeses em agricultores progressistas e arruinados, o mesmo se deu no artesanato urbano.
Para Merrington, as origens da divisão do trabalho está na dicotomia entre cidade e campo, a primeira submetendo o segundo aos interesses do mercado, lembrando as incisivas conclusões de Adam Smith, em que a vitória do capitalismo seria a supremacia da cidade sobre o campo. Mas, Merrington ressalta que tal divisão também forneceu um avanço ao campo que pôde se tornar exclusivamente rural e responsável pela ‘totalidade da produção social’, se transformando em ‘agricultura’. A economia agrária sempre estabeleceu os limites para o crescimento urbano, com o capitalismo tal limite fora rompido, utilizando a teoria da urbanização moderna, o autor fala de sua insuficiência analítica ao tratar da ‘unidade diversificada inteligível’ da cidade e do campo, que apenas consegue fornecer índices de dados estatísticos e não explica as involuções e regressões. (a saber, as teorias de Pirenne e Weber)

O autor considera o mercado como a única força dinâmica com a qual o capitalismo conta para surgir e substituir a velha forma feudal de produzir. “O mercado mundial capitalista não é apenas o resultado ideológico da história: é também seu ponto de partida. O mercado e o princípio da troca são o "motor" autogerador por detrás de todo desenvolvimento, quer antigo, feudal ou capitalista” (na pg. 14). Merrington cita uma clássica divergência entre Sweezy e Dobb para expor o problema, na qual o primeiro, reiterando Pirenne, coloca no impulso externo dos mercados urbanos à longa distância o fator chave da transição. Dobb discorda desse modo de pensar, afirma ser uma abstração não histórica na medida em que pressupõe uma disjunção entre economias ‘naturais’ e de ‘trocas’.
Em seguida o autor parte para mostrar, em Marx, que a divisão social do trabalho acontece à luz da dicotomização entre cidade e campo, havendo portanto, um mercado dividido em classes. Essa divisão é a responsável pela existência das próprias cidades capitalistas, que terão no trabalho assalariado, o produto de uma ruptura histórica. Sintetizando sua análise assim: A história das cidades da Antiguidade são baseadas na agricultura; a história das cidades asiáticas, são uma unidade entre campo e cidade; na Idade Média, a terra é a seda da história, no início, e a oposição entre cidade e campo, no fim; as cidades modernas é “a urbanização do campo e não a ruralização das cidades, como na Antiguidade.” (pg. 17) O capital mercantil fornece uma base necessária para a existência das cidades modernas, entretanto, será o entrave ao seu pleno desenvolvimento ulterior e universal, sendo assim, não desempenha um papel determinante na transição, mas ajuda a prepará-la. O capitalismo teve influência tanto externa como interna ao modo feudal, sendo a interna, propiciando a externa.

Data: 18/01/2013

De: José Gilson de Oliveira Borges

Assunto: Transição do Feudalismo para o Capitalismo.

Eric Hobsbawm diz que é muito duvidoso que se fale de uma transformação universal do feudalismo para o capitalismo. Está mudança só ocorreu integralmente na região do mediterrânio-europeu e a partir de lá se disseminou pelo mundo. A transição do feudalismo para o capitalismo foi um processo longo que nada teve de uniforme, sendo composto por no mínimo cinco fases. A prevalência do sistema capitalista teve como efeito a intensificação do desenvolvimento desigual, dividindo o muno em dois setores: o desenvolvido e o subdesenvolvido.
Maurice Dobb concorda quase plenamente com o que Eric Hobsbawm diz, ele só acrescenta o comentário sobre os conflitos essenciais da sociedade feudal e do papel por ela desempenho na geração das relações burguesas de produção, que foi pouco tratada por Hobsbawm. Bre as revoltas dos pequenos produtores contra o sistema feudal que se devem concentrar as atenções na procura de explicar a declinação da exploração feudal. A revolta camponesa não teve Omo resultado imediato o aparecimento da burguesia. A ligação não é direta, mas indireta. É com o fortalecimento gradativo dos elementos capitalistas que eles conseguem se sobre sair contra o feudalismo.
John Merrington trata a cidade e o campo na transição para o capitalismo. Ele diz que a separação da produção e do consumo provocada pela troca urbano-rural foi a casa da revolução que destruiu a auto-suficiência da economia rural. Porem, ele ressalta que esta revolução foi feita sem a menor previsão e intenção. Para ele, a cidade é o principio dinâmico do progresso, já o campo é passivo e necessita de uma motivação do mercado, exercida pela cidade. Se não houver o esquecimento da origem rural, percebe-se, segundo Merrington, que a industrialização capitalista fez, não ó, uma transferência maciça de recursos humanos e materiais em detrimento da concentração urbana, mas também uma conquista em relação ao campo, que se tornou ruralizado, ou seja, o campo torna-se uma indústria de matérias-primas.

Data: 18/01/2013

De: Natalia Estevam Guedes da Silva - Geografia Licenciatura, Diurno.

Assunto: A transição do feudalismo para o capitalismo.

O texto a transição do feudalismo para o capitalismo nos mostra uma troca de ideias entre autores, onde eles falam sobre a transição do feudalismos. Para o capitalismo,mostrando os fatores que causaram o fim do feudalismos. O feudalismo foi um modo de organização econômica,social e político.
O autor Eric explica como essa transição foi feita,ele dar ênfase ao dizer que esta transição é feita em escala mundial e com desigualdade,onde o êxito do capitalismo ocorreu na Europa e houve uma relação dela com o resto do mundo,essa relação foi um fato decisivo para essa transição. Eric, diz que essa transição foi um acontecimento duradouro,ou seja,foi um processo longo,onde ele cita as 7 fases e cada uma com suas particularidades. O autor Maurice Dobb em seu trabalho vem a concorda com que o Eric ressaltou, que o processo de transição do modo de produção feudal para o capitalismo se deu de forma lenta e desigual nos países, ele também enfatiza na questão do desenvolvimento da Grã-Bretanha que refletiu em outros países um atraso econômico e relata as questões do comportamento da sociedade feudal perante o desenvolvimento da geração das relações burguesas de produção.

Data: 18/01/2013

De: Célio José de Oliveira Junior - Licenciautra/Diurno

Assunto: Transição do Feudalismo para o Capitalismo

Os três autores abordam suas visões de como se deu o processo de transição do feudalismo para o capitalismo, mas cada um da um enfoque diferente na perspectiva dos pontos cruciais de tal transição. Inicialmente, Hobsbawm cita que esse processo de transição ocorre de maneira longa e que é na Europa (Ocidental e parte da Mediterrânea) onde o capitalismo triunfa, claro com relações com outras partes do mundo existentes e com suas peculiaridades. Afirma também que ao desenvolver-se em um determinado país, principalmente os mais avançados para seu sistema, o capitalismo acarreta no atraso de outros países, citado como exemplo regiões da África que sofrem com o tráfico de escravos. E em resumo, seus pontos cruciais para a transição do Feudalismo para o Capitalismo se dá pela ascensão da economia monetária e a expansão do mercado, decorrentes de períodos como o da ruptura da sociedade feudal pela revolução da burguesia, fortalecimento dos mercadores e os conquistadores europeus frente a América e o Oceano Indico em meados dos séculos XIV-XVII. Já Dobb, embora concorde em diversos aspectos da visão de Hobsbawm, da um enfoque no que se refere aos conflitos estabelecidos entre os ‘dominados’ e os ‘dominadores’; se trata da exploração existente do excedente da renda-trabalho e da renda-produto, gerando revoltas que acarretam no processo de declínio de exploração feudal. Por fim, Merrington se direciona na relação cidade-campo para explanar o processo de transição; citando inicialmente a autossuficiência do campo que posteriormente foi sendo desgastada pelo avanço do desenvolvimento urbano, impulsionado pela industria.

Data: 18/01/2013

De: Leticia Ferreira Feitosa - licenciatura diurno

Assunto: Comentário dos textos

No texto do autor Eric Hobsbawm, ele trata de início de um ponto importante na historia do feudalismo, que seria o fato de que no sentido geral do termo "Feudalismo", sua existência só se deu na Europa Ocidental, ou seja, não foi um modo de produção universal em sua totalidade, mas sua atuação foi fortemente em uma determinada região, sobre esse assunto houve uma debate em sala de aula no qual a conclusão foi que o que existiu em outras regiões do planeta foram "feições feudais". A transição do modo de produção feudal para o capitalismo não foi algo que aconteceu do dia para a noite, vemos no texto do professor Ariovaldo de Oliveira que essa transição não foi uniforme, ou seja, não aconteceu do mesmo modo e no mesmo tempo em todos os países, em alguns foi rápido, em outros foi lento. No texto do Hobsbawm, vemos que para o capitalismo se tornar efetivamente um modo de produção dominante houve vários processos, em outras palavras, para o feudalismo ser derrotado pelo capitalismo foi preciso tempo e lutas.

Data: 17/01/2013

De: Taciano Silva das Neves

Assunto: Transição do feudalismo para o capitalismo

Um trecho que o autor destacou para explicar de maneira concisa esta transição, foi nas palavras de Kautsky, no qual ele cita que, surgia o mercado com as suas exigências instáveis, desenvolvia-se a desigualdade entre companheiros da aldeia, entre os quais alguns produziam, quando produziam em suas terras, apenas o indispensável para si mesmo, ao passo que outros produziam em excesso.
Demostrando um fator para o surgimento do capitalismo, no qual era acumulação de produtos para ser vendido e sequência a acumulação de capital, em que não era o mercado quem ditava o que seria produzido, mas sim a comunidade territorial. Para passar pro modo de exploração capitalista, se impõe a quebra do sistema de cultivo da Idade Média, onde não há o compromisso entre o comunismo fundiário e a propriedade privada. Formando-se uma unidade, eliminando os lotes disseminados, assumindo um papel de proprietário completo. Mas para essa transição ocorrer foi através de enumeras guerras camponesas. Como o autor diz "o desenvolvimento do capitalismo é contraditório, e, portanto, cria as condições para a reprodução dessa produção familiar camponesa.

Data: 16/01/2013

De: Tathiany de Oliveira Bezerra (Bacharelado - Vespertino)

Assunto: Transição do Feudalismo para o capitalismo

O período de transição do feudalismo para o capitalismo foi marcado por várias discussões na conjuntura de Marx. A transição ocorreu de forma distinta a nível mundial e o triunfo do capitalismo ocorreu em um único lugar do mundo e essa região transformou as outras.
A transição se deu da seguinte maneira: houve um retrocesso da economia feudal e a partir do ano 1000 até o começo do século XIV ocorreu um desenvolvimento econômico rápido e generalizado construindo o auge do feudalismo, marcado pelo crescimento da população, da produção e do comércio agrícola, além do renascimento das cidades e de uma explosão cultural. Por volta do século XIV e XV houve uma crise feudal caracterizada pelo colapso da agricultura, das manufaturas e do comercio internacional. Em meados do século XV houve um renovado período de expansão marcado por sinais de uma forte ruptura na base e superestrutura da sociedade feudal. Este período foi considerado por Marx (Capital, v. I, Dona Torr Ed., p.739) o indicativo do começo da era capitalista.
A queda do feudalismo na visão de Dobb, se deu a partir da revolta camponesa e da renda-dinheiro que favoreceu a acumulação de capital dando espaço para o capitalismo.
Para Merrington, a transição se deu numa relação entre o campo e a cidade. Quando a indústria surge na cidade ela acaba por concentrar o capital na cidade e transforma o campo modernizando a produção.
A partir do feudalismo diversos tipos de renda foram se instalando, renda-trabalho, renda-produto e renda-dinheiro no momento em que o camponês guarda parte de sua produção visando à ascendência social para troca-los por dinheiro ele deixa de ser um simples camponês e passa a abrir caminho para a instauração do modo de produção capitalista.

Data: 17/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:Transição do Feudalismo para o capitalismo

O modo de produção capitalista teve seu início com a ação da burguesia comercial em querer tornar-se uma classe social, pois este espaço não era dado na organização social então vigente. Dentro das cidade em constituição é que se deu a ruptura com a economia feudal, a servidão foi deixando de existir e nesta mesma medida a terra foi se transformando em mercadoria, característica evidente do modo de produção capitalista.

Aproveitando que todas as disciplinas do curso se conversão obviamente destaco a análise da autora Maria Encarnação Beltrão Sposito no livro "A Urbanização Sob o Capitalismo" que destaca que é a partir do processo de constituição de uma classe social – a burguesia -, com base na atividade comercial, a produção não visava apenas satisfazer as necessidades humanas, mas por seu caráter de mercadoria, propiciar o lucro e, conseguinte, a acumulação através do comércio.

Essa mudança de pensamento e ações foram a base da transformação da circulação de mercadorias, agora a operação era baseada na fórmula D-M-D. Nesta primeira fase de desenvolvimento do modo de produção capitalista foi que se deu a acumulação primitiva do capital, não era mais dinheiro e sim capital como Karl Marx afirma em sua obra O Capital.

Data: 16/01/2013

De: Erika Vilela da Silva

Assunto: proximas atividades!

Monitores, andei verificando meu email e observei que vcs não mandaram ainda, nada a respeito das proximas atividades, mais alguns dos meus colegas de classe ja receberam, caso vcs não mandaram por não ter meu email aqui estar:
erika.lela@hotmail.com

obrigado!

Data: 16/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:proximas atividades!

Obrigado por entrar em contato.
O que ocorre é que no início do semestre houve o envio de dados através de lista em transcrição manual contendo e-mail e número de telefone. Caso outros colegas estejam com o mesmo problema favor enviar e-mail para nuagrario@gmail.com ou utilizar o espaço dos comentários no Fórum Geografia Agrária para disponibilizar o endereço de e-mail assim como você fez.
Sendo assim, o inserirei (e-mail) em nossa base de dados.

No que se referem as próximas atividades elas se dão de acordo com as temáticas debatidas em sala de aula e para além disso. Durante as aulas e discussões dentro e fora da sala de aula são analisados os principais pontos que poderão ser e são discutidos no decorrer das aulas presenciais e posterior a isso são repensados os modos que se darão as próximas atividades.

A próxima atividade programada é mais uma através do Fórum Geografia Agrária e se tratará do processo de acumulação do capital paralelamente a produção não tipicamente capitalista. Consequentemente sugiro às turmas atenção as categorias analíticas específicas para a apreensão do capital e do seu modo de produção, ou seja, categorias, leis e conceito, dentre os quais destaco o que iremos estudar analiticamente: mercadoria, o valor, o dinheiro, a mais-valia, o lucro, a renda, os preços de produção.

Data: 15/01/2013

De: Everson Diego Vasconcelos 4° periodo geografia bacharelado Noturno

Assunto: Alguns aspectos importantes desta transição do feudalismo para o capitalismo

Boa tarde galera, gostaria de destacar que segundo (Eric Hobsbawm 1977), é muito duvidoso que se possa falar de uma tendência universal do feudalismo em transformar-se em capitalismo. Certamente nenhum marxista negará que as forças que agiram no sentido do desenvolvimento econômico da Europa atuaram em toda a parte, embora não necessariamente com os mesmos resultados em circunstâncias sociais e históricas distintas. Não se pôde, porém, eludir o fato de que a transição do feudalismo é feita, em escala mundial, de um modo muito desigual. A transição do feudalismo para o capitalismo é, portanto, um processo longo que nada tem de uniforme. Cobre pelo menos cinco ou seis fases. A controvérsia sobre essa transição tem se voltado principalmente para as características dos séculos que decorreram entre os primeiros sinais evidentes de derrocada do feudalismo (período c, a "crise feudal" no século XIV) e o triunfo definitivo do capitalismo no final do século XVIII.

Data: 16/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:Alguns aspectos importantes desta transição do feudalismo para o capitalismo

Eric Hobsbawm em suas proposições sobre os estágios 2 e 5 bem compilados em seu comentário e bem referenciados os recortes destacando explicitamente que a cada momento deste processo de transição os elementos poderão de fato coexistir, se metamorfosear ou simplesmente se readequar a estrutura social. Contudo, é fato que a divisão social do trabalho vai de encontro com a caracterização do modo de produção que regirá e organizará e reorganizará também a configuração do espaço geográfico que é produção e reprodução social.

No caso da divisão em fases o autor tem como intuito destacar que o processo não se dá de modo único e exclusivamente formatado. O que há em uma análise mais aprofundada desses momentos é que o autor busca enfatizar como se deu o desenvolvimento social, e como ele mesmo no texto frisa, a busca por debates justamente para que estejamos atentos ao movimento da nova estruturação produtiva que é imposta pelo capital.

Data: 15/01/2013

De: João Carlos de Lima Gonçalves ( 4 periodo- diurno- bacharelado)

Assunto: transição do feudalismo para o capitalismo

O período de transição do feudalismo ao capitalismo é representado pela decadência do feudalismo e o surgimento da procura de dinheiro por parte do camponês. A propriedade que antes era parcelada perde forças diante do novo modo de produção, que é representado pela propriedade privada; isso ajudou a promover a indústria urbana e o comércio. Com isso o dinheiro passou a ganhar mais importância, e para consegui-lo o camponês passou a transformar os seus produtos em mercadorias, levando-os para vender. Como as distancias entre o produtor e o consumidor era um empecilho, surgiu os comerciantes para fazer esse elo de ligação. O padrão da família camponesa que existia no feudalismo foi se destruindo dando lugar a novos padrões e valores. O capitalismo se expandiu desigualmente tanto na forma temporal quanto espacial.
A economia colonial fundou-se em dois pilares: de um, o capitalismo utilizava as formas produção nativa para fazer os nativos produzir mercadorias, de outro a produção de produtos tropicais baseada no trabalho escravo. Com a proibição do trabalho escravo no Brasil surgiu o colonato que era caracterizado pelo trabalho livre, mas não pode ser caracterizada como uma relação capitalista de produção, pois o colono era um trabalhador familiar e não individual. Houve uma concorrência dos produtos agrícolas da Europa com outras partes do mundo devido aos baixos preços dos produtos importados, os preços eram baixos devido aos menores custos de produção e dos maiores graus de exploração a que os trabalhadores eram submetidos.

Data: 16/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:transição do feudalismo para o capitalismo

A lógica do campesinato se dá através da relação mercadoria-dinheiro-mercadoria (M-D-M), o que ocorre nesse movimento de transição é que os camponeses saem dessa lógica citada anteriormente e passam a ser considerados pequenos produtores, seguindo a nova lógica dinheiro-mercadoria-dinheiro (D-M-D) basicamente o que está comentado abaixo por Ricardo Santos de Almeida (2013) "inicia o processo de ascendência social incorporando em suas práticas sociais as feições do modo capitalista de produção se diferenciando do camponês essencialmente à margem do capitalismo trocando dinheiro por mercadorias e consequentemente por dinheiro."

Já no caso do colonato o que há na prática é uma nova lógica que o capital utiliza para submeter os indivíduos que estão inseridos numa lógica de relação não capitalista de produção justamente pelo modo que se dá a articulação entre o capitalista e o colono caracterizando assim uma relação social de exploração.

Data: 14/01/2013

De: Ana Paula de Lima (Bacharelado / Vespertino)

Assunto: A TRANSIÇÃO DO FEUDALISMO PARA O CAPITALISMO

O texto “A transição do feudalismo para o capitalismo”, trata-se de um debate entre os seguintes autores: Eric Hobsbawm, Maurice Dobb e John Merrington e o assunto discutido o próprio título já diz, é como o feudalismo passa a ser substituído pelo capitalismo. Segundo Eric Hobsbawm seria incerto afirmar que este acontecimento ocorreu de uma só vez e sim em única região do mundo, isto é, na Europa ocidental e parte do mediterrâneo, por isso ele que foi um processo longo e desigual. Pois aos poucos foi ganhando uma escala mundial. Onde o grande triunfo aconteceu no mediterrâneo-europeu, sucedendo uma divisão mundial, o desenvolvido e o subdesenvolvido. Logo depois fortalecendo o capitalismo.
Dobb concorda com Hosbawm quando ele diz que “a transição do feudalismo para o capitalismo é um processo longo que nada tem de uniforme”, e afirma que o desenvolvimento dos países mais adiantados, favoreceu o atraso de outras partes do mundo. E evidencia que o modo de produção no feudalismo foi o pequeno modo de produção, levado a cabo por pequenos produtores ligados a terra e aos seus instrumentos de produção. O mesmo afirma que o a forma econômica específica pela qual o trabalho excedente não é pago é extraído dos produtores diretos determina a relação dos dominadores e dos dominados. Para ele a medida que os pequenos produtores conseguiam emancipação parcial da exploração feudal talVez no começo um mero abrandamento eles podiam guardar para si mesmos uma parte do produto excedente.

Data: 16/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:A TRANSIÇÃO DO FEUDALISMO PARA O CAPITALISMO

O que se percebe nesse movimento são os entraves que vão revigorar as relações de poder a partir dos detentores dos meios de produção e consequentemente os investimentos em capitais.

A partir do momento em que esses pequenos produtores guardam para si parte do produto excedente eis que se desenvolve potencialmente uma parcela da burguesia a partir de uma nova divisão social do trabalho onde consequentemente as massas trabalhadoras permitem a alienação da própria força de trabalho para sobreviver, ou seja, esses pequenos produtores supracitados deixam de ser o simples camponês e inicia o processo de ascendência social incorporando em suas práticas sociais as feições do modo capitalista de produção se diferenciando do camponês essencialmente à margem do capitalismo trocando dinheiro por mercadorias e consequentemente por dinheiro.

Contudo, a análise das etapas e lógicas inclusas no processo produtivo respondem justamente seu questionamento.

Data: 13/01/2013

De: Bruno Bianchi Gonçalves - Bacharelado (turma A)

Assunto: A transição do feudalismo para o capitalismo

O texto: A transição do feudalismo para o capitalismo faz uma explanação sobre os acontecimentos desse processo, através de uma espécie de diálogo entre os autores (Eric Hobsbawm, Maurice Dobb e John Merrington), que partem de algumas temáticas diferentes para explicar esse processo de transição tão complexo. Eric atribui à crise na agricultura feudal, gerada a partir da redução da população e as tentativas de revolução, como um fator na queda do feudalismo. Paralelo a isso o capitalismo vai se reproduzindo e tornando-se predominante na Europa Ocidental, principalmente com a colonização, que estabeleceu uma relação de exploração da colônia pela metrópole, permitindo a acumulação primitiva de capital e assim consolidando esse novo modo de produção.

Para Dobb, as principais causas da queda do feudalismo foram, a revolta camponesa, ocorrida nos séculos XIII e XIV, e a renda-dinheiro, que favoreceu alguma acumulação de capital e surgiu dentro do próprio sistema feudal. Esse tipo de renda torna-se predominante na Europa Ocidental, contribuindo para o surgimento do capitalismo nessa região do planeta.

Merrington por sua vez, analisa a transição do feudalismo para o capitalismo a partir da relação campo-cidade. O predomínio do capitalismo foi permitido pelo desenvolvimento das cidades, principalmente com o surgimento da indústria que concentra o capital na cidade, e moderniza o campo através da fabricação de instrumentos que não era produzido por este, e o insere no processo produtivo. Para fundamentar sua análise, este autor faz comparações entre Sweezy e Dobb, onde ambos consideram o desenvolvimento das cidades e do comércio como um fator na queda do feudalismo, sendo que, Sweezy atribui a expansão do capitalismo e o declínio do feudalismo ao restabelecimento do comércio a longas distâncias, já Dobb, atribui o declínio do feudalismo a sua contradição interna, devido à diferenciação econômica dentro do campesinato.

Podemos observar que no feudalismo houve diversos tipos de renda, entre elas, renda-trabalho, renda-produto e até renda-dinheiro, as modificações no tipo de renda foram conquistadas através das revoltas camponesas. Quanto às relações sociais no sistema feudal, era basicamente a relação servo-senhor, com o desenvolvimento capitalista essas relações se ampliam, tendo início com o surgimento do intermediário que passou a ter relação com o produtor e o comprador, isso foi possível pela ampliação das relações comerciais.

Data: 17/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:A transição do feudalismo para o capitalismo

Podemos afirmar assim que o capitalismo surge no contexto urbano, ou seja, na cidade no centro da economia urbana, que foi lentamente sendo reconstituída na Europa a partir do século XIII. O processo acontece lento tanto na esfera econômica, social quanto no campo ideológico. A cidade, território do capitalismo vai construindo e instituindo novas ordens, o idéias de pobreza e da terra como dádiva de Deus vão caindo por água abaixo e um novo modo de produção totalitário vai se formando.

Surgem assim, mesmo que de modo contraditório As Corporações de Ofício e as Manufaturas. Essas corporações determinavam os preços a serem comercializados os produtos fabricados afim de excluir a concorrência de artesãos de outras cidades e regiões. E assim foi lançada as bases da manufatura, esta reunia os artesãos em um mesmo espaço aproximando as etapas de trabalho, tornando mais rápido o ciclo produtivo, que são a base do trabalho assalariado. Paralelamente a este processo começava a afirmação da aliança entre o capital comercial e a aristocracia real, ou seja, entre a burguesia e o rei, que permitiu a superação das barreiras impostas aos interesses capitalistas e deu espaço a expansão marítima, em busca de novos mercados.

A urbanização moderna se vê firme politicamente. Essa aliança firmada permitiu a formação dos Estados Nacionais Absolutistas, a terra se transformou de vez em mercadoria, houve um adensamento populacional, o aparecimento de uma burocracia numerosa, a formação de exércitos permanentes, formação da corte e de outras tantas instituições de grande prestígio social.

A cidade, assim, assume com o capitalismo uma capacidade de produção antes nunca vista. Desenvolve-se a especialização do trabalho, ou seja, a divisão social do trabalho, torna-se centro de vida social e política da Europa e denota toda sua força a através da sua riqueza monetária, científica e artística apresentadas. É uma cidade diferente da Antiguidade, que possuía mais um caráter de gestão e domínio, e diferente das aglomerações feudais, em que o comércio quase foi extinto. E a partir daí, esse modelo de urbanização passa a ser exportado as cidades-suportes ou coloniais para o desenvolvimento do capitalismo e que até hoje tem suas conseqüências.

Data: 13/01/2013

De: Gláucia Lima da Rocha (Geografia Bacharelado / Diurno)

Assunto: A Transição do Feudalismo para o Capitalismo


Com base nos textos, a transição do feudalismo para o capitalismo aconteceu de forma muito desigual, em escala mundial. O texto, em forma de debate, mostra alguns pontos de vista dos autores com relação a essa transição. Eric Hobsbawn apresenta algumas proposições para o debate; diz que que a transformação do feudalismo para o capitalismo , só se fez em uma única região, a Europa ocidental e parte da mediterrânea e por isso é duvidoso falar de uma tendência universal. Essa região transformou o resto. Foi uma transição não uniforme e que cobriu pelo menos cinco ou seis fases, tendo no final do século XVIII o triunfo definitivo do capitalismo. Eric ainda diz que há uma contradição na forma de sociedade feudal, onde sua queda sempre impulsionava o capitalismo; uma crise do feudalismo também afetava os setores do desenvolvimento burguês produzindo um aparente retrocesso, e o progresso recomeçava em outro lugar, em áreas mais atrasadas. Ressalta ainda que, para atender às necessidades do capitalismo europeu, grandes áreas das Américas e da África foram transformadas em economias escravistas, e caminharam pra trás economicamente por conta disso, e pelas mesmas razões áreas da Europa oriental reduziram-se a economias neofeudais e que o triunfo final do capitalismo intensificou o desenvolvimento desigual e dividiu o mundo em dois setores: desenvolvido e subdesenvolvido. Já Dobb concorda com Eric com relação à variedade de formas do capitalismo e que a transição do feudalismo para o capitalismo é longa e não uniforme, mas comenta um ponto não a profundado por Eric, sobre a natureza da sociedade feudal e seu papel na geração das relações burguesas e de produção. No feudalismo o modo de produção foi o pequeno modo de produção sobre a extração do produto excedente pela classe dominante feudal. Dobb acredita que, as diferentes formas de feudalismo a que Eric fala, se referem às distintas formas de extração do produto excedente, que variavam de acordo com os diferentes tipos de renda feudal. O autor ainda concentra-se na procura da explicação do colapso e declínio da exploração feudal. Explica que a dissolução do feudalismo e sua transição tendem a ser demoradas porque, nem sempre a revolta camponesa contra o feudalismo implica o aparecimento simultâneo de relações burguesas de produção. Destaca ainda a emancipação parcial dos pequenos produtores com relação à exploração feudal, que passou a proporcionar uma melhoria e ampliação de suas terras com a parte excedente de produtos que conseguiam guardar. Era o começo de um processo de divisão de classes nessa economia.

Data: 16/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:A Transição do Feudalismo para o Capitalismo

Olá Gláucia Lima da Rocha compactuo com sua análise sobre o processo de transição do modo de produção feudal para o capitalista. O que ocorre no tal triunfo é que em toda a Europa se deu uma evolução econômica que possibilitou a diferenciação social interna. Esta diferenciação viabilizou também a coexistência de algumas das relações de produção feudal no modo de produção capitalista.

A divisão de classes nessa economia se dará por meio do processo de acumulação de capitais e este se dando justamente a partir da nova estruturação social que se dará a partir do processo de "afunilamento de técnicas", onde o processo produtivo totalmente é apropriado pelo capitalista expropriando do assalariado a mais-valia (a base do lucro que é oriundo do correspondente ao que deveria ser pago pelo trabalho, mas em suma é contraponto ao valor pago pelo trabalho).
Recomendo a leitura do livro de Milton Santos "A natureza do espaço: Técnica e tempo, razão e emoção".

Data: 12/01/2013

De: Dayse Milena da Silva Pereira (Geo-Licenciatura-Diurno); Matrícula:11110176

Assunto: Transição do feudalismo para o capitalismo

O texto do livro "A Transição do Feudalismo para o Capitalismo: Um debate" apresenta um debate entre autores, no qual, cada um fala a respeito da transição do feudalismo ao modo capitalista de produção. O autor Eric Hobsbawm, discorre sobre como essa transição ocorreu, enfatizando que esta é feita em escala mundial, de um modo muito desigual, e o triunfo do capitalismo ocorreu integralmente apenas em um único lugar do mundo (Europa ocidental e parte da área mediterrânea), e essa região transformou o resto. Ele também fala que as relações da Europa com o resto do mundo foram decisivas nessa transição. No começo do capitalismo europeu, a conquista ou a exploração da América, Ásia e África (e partes da Europa oriental) possibilitaram a acumulação primitiva de capital na área onde afinal ele irrompeu vencedor. Sobre o mesmo assunto, o autor Ariovaldo Umbelino de Oliveira, comenta em seu livro "Modo de Produção Capitalista, Agricultura e Reforma Agrária", que no processo de dominação colonial, o capitalismo não destruiu integralmente as comunidades nativas. Após a sua dominação pela força, utilizava as formas de produção dessas comunidades para fazê-las produzir mercadorias, ou então transformava os produtos das mesmas em mercadoria, fazendo-as circular no seio da economia capitalista industrial. Foi assim que o capitalismo submeteu os povos da Ásia, da América e da África aos seus interesses comerciais, transformando-os em colônias dos impérios capitalistas, extraindo, assim, excedentes para a realização da acumulação primitiva do capital.
Isso nos mostra que a questão não deve ser estudada apenas em termos europeus. Eric Hobsbawm enfatiza ainda que a transição do feudalismo para o capitalismo é um processo longo que nada tem de uniforme, e que cobre pelo menos cinco ou seis fases, e que cada fase, à sua maneira, fez avançar a vitória do capitalismo, mesmo as que superficialmente parecem períodos de recesso econômico.
O autor Maurice Dobb, apresenta outro ponto de vista nessa transição, descrevendo que o modo de produção no feudalismo foi o pequeno modo de produção, com pequenos produtores ligados à terra e aos seus instrumentos de produção. O mesmo cita que a relação social básica assentava-se sobre a extração do produto excedente desse pequeno modo de produção pela classe dominante feudal (uma relação de exploração). As diferentes formas pelas quais o produto excedente era tomado variavam de acordo com os diferentes tipos de renda feudal. Daí nasce como diz o autor, o conflito básico entre os produtores diretos e seus suseranos feudais, que extraíam seu tempo trabalho excedente ou seu produto excedente por meio do direito feudal ou poder feudal. Esse conflito expressou-se em revolta camponesa (luta de classe crucial no feudalismo). Dobb afirma que é sobre essa revolta que podemos buscar a explicação do colapso e declínio da exploração feudal. Na medida em que os pequenos produtores conseguiam emancipação parcial da exploração feudal (como a transição da renda trabalho para a renda-dinheiro), eles podiam guardar para si mesmos uma parte do produto excedente, melhorando assim o cultivo e ampliando suas áreas. Assim se lançaram também as bases para a acumulação de capital no interior do próprio pequeno modo de produção, e portanto para o começo de um processo de diferenciação de classes no interior da economia de pequenos produtores. Esse processo ocorreu em lugares e épocas diferentes, formando uma camada superior de agricultores abastados e uma camada de camponeses arruinados (polarização social), que preparou o caminho para a produção assalariada, e para as relações burguesas de produção. E segundo o autor, foi assim que se formou o embrião das relações burguesas de produção no seio da antiga sociedade feudal.

Data: 10/01/2013

De: Elias Alves de Araújo

Assunto: A transição do Feudalismo ao capitalismo

o mercantilismo deve ser entendido como transição do sistema econômico feudal para o modelo capitalista,por aglutinar características tanto de um quanto de outro sistema.Do apogeu da sociedade feudal na Europa centro-ocidental ao começo da sociedade capitalista situa-se um período dtransição feudal/capitalista tanto pode ser designado 'fase final do feudalismo" como "era do capistalismo comercial" e até mesmo "era do mercantilista" onsiderando-se as confusões de natureza metandológicas inerentes a estas duas ultimas denominações, apesar de larga utilização, e a inesistencia de uma expressão que defina com precisão o citado período, convencionamos denominá-lo de "era pré-capitalista" embora consiente dos defeitos também dessa expressão.
Na fase final do feudalismo, isto é, no seu período de transição, a acumulação de capital aparece sob inúmeras formas ou modalidades, todas elas, porém, ligadas por um aspecto comum: o carater primitivo dessa acumulação. De fato, se considerarmos que a acumulação (ou reprodução) capitalista pressupõe a existencia do modo capitalista de produção, faz-se necessário supor uma situação em que, não existindo ainda esse modo de produção, não haja, consequentemente, aquele tipo de acumulação. Em tal situação, por definição capitalista, há certamente um processo de acumulação que,apesar de ser não-capitalista é condição necessária, embora não suficiente para que se possa ter, cedo ou tarde, a produção e, consequentemente, a acumulação capitalista propriamente dita. A grande variedade de formas sobre as quais se realizou a acumulação primitiva do capital exije que tentemos organiza-las de maneira mais facilmente inteligível, agrupando-as, para simplificar nos tres setores básicos (agricultura, industria e comércio), aos quais devemos superpor a politica economica que os ordena, isto é, a politica economica mercantilista tomada agora como "a política economica de uma era de acumulação primitiva". a.1 Na agricultura o processo de acumulação realiza-se sobre tudo através das transformações agrárias conhecidas como cercamentos ou enclosures. Refletindo o avanço do capitalismo no campo e, portanto, a transformação da propriedade agricula em empresa manejada segundo os critérios do lucro e dentro de principios individualistas, o cercamento dos campos elimina as sobrevivencias senhoriais e feudais ligadas ao trabalho à ocupação da terra, promovendo a reoganização das parcelas, exproprieando rendeiros, parceiros e outras categorias campesinas apropriando-se o senhor das reservas e terras comuns, cercando-as afim de reuni-las as suas próprias terras para fazê-las produzir mais e melhor. Liquida-se assim, o sistema comunitário, suprime-se os direitos coletivos sobre terras pastos e florestas, provocando-se a saída de grande parte de camponeses ou a sua conversão em simples assalariados.
a.2 No setor industrial, verifica-se nesse período o aparecimento e as expansão acelerada do capital industrial,quer dizer, o capital resultante da aplicação de recursos nas atividades produtivas do tipo artesanal e do seu reevestimento nessas mesmas atividades. A manufatura assume nesse processo uma importancia muito grande porque é no seu interior que se faz sentir cada vez mais a crescente diferenciação entre os detentores do capital e os que, embora ainda possuam seus intrumentos de trabalho, se subordinam cada vez mais aos primeiros como assalariados. Até que ocorram grande progressos tecnicos, colocando a máquina nas mãos do capitalista, o artesão pode resistir, bem ou mal à sua completa expropriação, fazendo valer a sua capacidade tecnica e artistica em defesa de sua autonomia relativa.
a.3 No plano mercantil, a acumulação decorre, na realidade de duas atitudes inseparaveis do comérciante europeu desde a parte final da idade média: pirataria e comércio. O saque das colônias é a fonte mais imediata dessa acumulação, bastando recordar o saque espanhol na America e o Inglês na Índia.

Esgotando-se rapidamente as possibilidades oferecidas pelo saque, é preciso incentivar o comécio outra fonte de acumulação veja-se, por exemplo,o comércio com o Oriente em busca das especiarias e com a Africa em busca dos escravos.Possuindo a Ámerica terras e minas e sendo necessário reunir aí os fatores produtivos para dela obter mercadorias exportáveis,configuram-se as três outras formas assumidas pela acumulaçaõ primitiva no plano mercantil:a exploração das minas,a exploração agrícola através das plantações tropicais e,como condição de ambas,a exploração da mão-de-obra indígena ou importada.esta última apresenta-se,por sua vez.como fonte de grandes lucros para os comerciantes nelas interessados,podendo-se acrescentar aí também os lucros advindos de tráficos dos chamados"escravos brancos" para as colônias inglesas da América do norte. A luta por estas diversas atividades de exploração altamente lucrativas,ou,algumas delas,irá caracterizar as relações internacionais europeias do século XVI ao século XVIII, com constantes guerras continentais e marítimas,européias e coloniais,ao longo das quais é possível estabelecer sucessivas "hegemonias":as dos países ibéricos no século XVI,a holandesa no século XVII e a inglaterra,fortemente contestada pela França,no decorrer do século XVIII.
A exploração das áreas coloniais possibilitou, assim, a organização de um verdadeiro sistema de acumulação à sombra do domínio exercido sobre a respectiva produção e comércio. Tal "sistema colonial" distigue perfeitamente as caracteriaticas da colonização e do relacionamento com a metrópole entre as chamadas "colônias de povoamente" e as "colônias de exploração". Em relação a estas últimas é que o referido "sistema" tende a funcionar plenamente com a exportação da produção agrícola ali desenvolvida sob o sistema de plantation, monopolizada pelos comérciantes metropolitanos de acordo com o principio "exclusivo". A colônia existe para a metrópole e sua função precípua é possibilitar o enriquecimento da mesma, quer como fornecedora de mercadorias, quer como consumidora dos produtos metropolitanos ou importados através da metropole. No fundo, o sistema colonial é uma peça essencial do próprio "sistema mercantilista".
a.4 O mercantilismo como "política economica de uma era de acumulação primitiva", integra e cooderna estes esforços de uma burguesia em expansão, garantindo-lhe privilégios, lucros, exlcusividade, defendendo, em suma, os seus níveis de renda, através da proteção estatal, e assegurando-lhes as bases políticas e institucionais para fazer valer os seus interesses materiais em relação não apenas a nobreza, mas principalmente em relação ao campesinato e os artesãos, progressivamente reduzido à condição de proletariado rural e urbano.

Data: 06/01/2013

De: Elvys Blayne-Bacharelado,turma A

Assunto: Transição do feudalismo para o capitalismo.

O feudalismo foi um sistema econômico baseado na agricultura e servidão (senhor/servo). De acordo com, De Oliveira A. U. a sociedade feudal era economicamente quase auto-suficiente, pelo fato de que além de produzir produtos agrícolas fabricavam produtos de grande importância.
Esse modo de produção ocorreu de diferentes formas, do mesmo modo que seu declínio. O crescente excedente de produção agrícola, desenvolvendo desigualdades em que uns produziam mais e outros menos dando início a uma ruptura no modo de propriedade comunitária estabelecendo a propriedade privada completa. As cidades começam a desenvolver e n seu interior a indústria urbana ganha lugar derrubando de forma gradativa a pequena indústria camponesa. Na sociedade feudal existia moeda, porém, não muito utilizada. Assim iria surgindo um novo modo de produção (capitalismo) os camponeses começam a fornecer produtos para a indústria urbana e essa ultima passa a fabricar ferramentas para os camponeses dando início a uma crescente dependência desenvolvendo ciclos de produção de mercadorias circulação e comércio. As marcas do novo modo econômico de produção (capitalismo) começa a crescer e se expandir em todo país, o avanço dos meios de comunicação e transportes (estradas de ferros) favoreceram esse escoamento comercial, e também começa a ganhar o mundo. É importante salientar que sua transição (feudalismo) para o modo capitalista de produção aconteceu de deferentes formas, marcado por um grande numero de guerras camponesas onde lutaram contra a corvéia, depois contra a renda em produto e renda em dinheiro e etc. Em determinados países esse processo foi rápido e violento em outros devagar.

Data: 17/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:Transição do feudalismo para o capitalismo.

Olá Elvys Blayne,
Um exemplo interessante de como há o capitalismo reorganiza o espaço geográfico em Alagoas se deu também por meio dos modais de transporte daí te recomendo a leitura do artigo "Capital Inglês, Modais de Transporte e a Economia no Século XIX: Transformações Socioespaciais em Alagoas Seus Reflexos na Região Nordeste Brasileira."

Ver link: https://www.uesb.br/eventos/ebg/anais/8j.pdf

Data: 03/01/2013

De: Rubenita Vitor - Licenciatura Diurno - 4° Período

Assunto: A transição do Feudalismo para Capitalismo.

O texto transcorre a respeito do processo de transição do Feudalismo para o capitalismo abordando ainda os fatores que levaram ao fim do feudalismo. O Feudalismo foi um modo de organização econômico, social e político baseado nas relações servis. As terras conseguidas pelo senhor feudal eram dadas pelo rei. Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e, em troca, recebiam o direito a uma gleba de terra para morar, além da proteção contra ataques bárbaros.
Marx, diz que o que caracterizava o feudalismo era a hegemonia social da aristocracia militar proprietária de terras sobre os camponeses e demais segmentos sociais. As relações sociais eram de exploração. Hilton acredita que a causa do progresso técnico e do aperfeiçoamento da organização feudal foi a pressão da classe dominante no sentido de transferir para ela própria o trabalho excedente dos camponeses. 4 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977, p. 196
Dobb define o feudalismo sob a ótica da servidão. Sweezy acha errada tal definição, já que a servidão não era um privilégio do sistema feudal. Para Dobb o feudalismo europeu ocidental podia ser definido primeiramente como um sistema econômico em que a servidão era a relação de produção predominante e a produção se organizava no interior da propriedade senhorial e essa mesma produção era planejada com vistas às necessidades plenamente conhecidas.
Ao passo que a indústria urbana aumentou a procura de dinheiro por parte do camponês, a organização da sociedade começou a mudar. A primeira etapa do desenvolvimento do capitalismo foi inicialmente a produção de mercadorias. O processo de transição do modo de produção feudal para o capitalista foi atravessado com muitas guerras camponesas. O capitalismo nasce da crise do sistema feudal e cresce com o desenvolvimento comercial, depois das Primeiras Cruzadas. No séc. XVlll, o capital acumulado primitivamente foi investido na produção, consolidando o sistema, através da revolução industrial.

Data: 02/01/2013

De: Erika Vilela Da Silva (Licenciatura Diurno turma A)

Assunto: "A Transição do Feudalismo para o Capitalismo: Um debate"

O texto gira em torno de um debate entre autores sobre como se deu o processo de transição do feudalismo para o capitalismo e como as relações cidade campo mudaram suas gêneses a partir da implantação do capitalismo. , Como se sabe o feudalismo se caracterizava como uma economia fechada de subsistência, autossuficiente, que se rompeu após a introdução de formas capitalistas no território, como as formas feudais não mais satisfaziam aos interesses comerciais se desestruturou. Segundo o autor ( Eric Hobsbawm)a transição do feudalismo para o capitalismo é um processo longo que nada possui de uniforme, pois assumiu diferentes proporções nas regiões onde se concentrou e em cada uma dessas regiões tiveram suas características próprias durante esta transformação e esta introdução do capitalismo também não se deu em todos os lugares ao mesmo tempo, a saber, ele só se fez em uma única do mundo Europa Ocidental onde a partir dai se espalhou por diversas áreas . O referido autor ainda aponta que o processo de Transição do Feudalismo para o Capitalismo cobre pelo menos cinco a seis fases, cada uma dessas fases contém poderosos elementos de desenvolvimento capitalista, sendo assim cada fase a sua maneira fez avançar a vitória do capitalismo mesmo que superficialmente em períodos de recesso econômico, e que as cidades possuíram importantes papéis no desenvolvimento do capitalismo sendo ela o principio dinâmico desse processo o campo sempre foi passivo sendo puxado pelo mercado existente nas cidades.

Data: 01/01/2013

De: Karen Patrcia Pitanga da Silva (Licenciatura-Diurno)

Assunto: "A Transição do Feudalismo para o Capitalismo: Um debate"

O texto debate acerca do processo de transição do feudalismo para o capitalismo e giram em torno dos fatores que levaram à desintegração do modo de produção feudal. O feudalismo era um modo de produção baseado em unidades produtivas autosuficientes (o feudo), onde essas unidades eram sustentadas pelo trabalho do servo. A transição de modo de produção para outro não foi cheia de revoluções como em outros. Como Hobsbawm diz “’e um processo longo e que nada tem de uniforme.” A queda do feudalismo foi caracterizada pela crise da agricultura feudal em grande escala, das manufaturas e do comércio. Das manufaturas para o a Revolução Industrial sistema capitalista foi criando mais força e tornando-se a base da economia do séc XVIII. Criou um abismo ainda maior entre as classes.
A grande diferença entre Sweezy e Dobb é a crítica sobre o modo do feudalismo. Dobb mostra as contradições internas do modo de produção como causador principal na desintegração do feudalismo, em contrário aos agentes externos (mercado, comércio, etc.) dados por Sweezy.
Para Dobb a desintegração não obrigatoriamente estava ligada ao aparecimento de um mercado comercial desenvolvido, mas a evolução dos modos de produção para ele é uma sucessão revolucionária de classes sociais no poder.
Já Sweezy parte da definição de Dobb, caracterizando o feudalismo como um sistema baseado na servidão e na produção voltado para uma população dependente do feudo. Ele dá ênfase ao papel da transformação do mercado e das relações de comércio, as longas travessias das rotas comerciais, etc. Com a fixação da renda em dinheiro o servo começa a ter controle sobre o produto do seu trabalho. Sweezy classifica esse período de transição entre feudalismo e o capitalismo de “produção pré-capitalista”.

Data: 17/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:"A Transição do Feudalismo para o Capitalismo: Um debate"

Algumas observações gerais:
O Processo de urbanização facilitou a estruturação do modo de produção capitalista. A partir do capitalismo a cidade nunca foi antes um espaço tão importante e nem a urbanização foi tão expressiva mundialmente quanto nessa forma de produção. O urbano começou a ressurgir no próprio feudalismo, pois o comércio mesmo que restrito resistiu. A proteção que existia neste modo de produção fez com que o comércio ampliasse dentro dos feudos e posteriormente fora dele perto das muralhas, já que os mercadores buscavam segurança para comercializar seus produtos. Muitas das cidades surgiram no arredores dessas fortalezas feudais. Podemos dizer então, o renascimento urbano teve como de território o próprio aglomerado medieval.
Há também indícios de reconstrução de cidades nos sítios urbanos de alguns aglomerados romanos, além disso novas cidades também foram fundadas em lugares nunca antes explorados. Dessa maneira constituiu-se a malha de cidades européias, cuja base econômica era o comércio e o artesanato. Eram cidades caracterizadas por instituições que davam direitos legais aos cidadãos, ou seja, eram consideradas pequenos núcleos administrativos.
Predominantemente a urbanização do período feudal foi caracterizada pela proliferação da quantidade de cidades. O comércio deste época foi o maior responsável pela retomada da urbanização, criando as condições para a estruturação do modo capitalista, ao mesmo tempo que destruía os pilares da economia feudal.

Data: 27/12/2012

De: Erika Vilela Da Silva (Licenciatura Diurno turma A)

Assunto: Transição do Feudalismo para o capitalismo

No capitulo III do livro de Ariovaldo Umbelino de Oliveira modo capitalista de produção agricultura e reforma agraria vemos a transição do feudalismo ao capitalismo, como também a trajetória de como o feudalismo se desfaz a partir da implantação do capitalismo no território , as novas exigências que a indústria urbana exigiu fez com que a estrutura feudal se desmontasse, pois a sociedade era fundada sobre uma economia de subsistência sobre um modo que não solicitava quase nenhum produto de fora, como também não entregava quase nenhum
Com a gradativa transformação econômica houve a necessidade de transformar a terra em produto, a medida que as terras escasseavam surgiam os monopólios, pois quem possuía uma parcela da terra tinha a oportunidade de aumentar sua produção e conseguir sobreviver a tais mudanças, para possuir essas terras eram travadas lutas entre a nobreza e os camponeses , onde o resultado vitorioso quase sempre era da nobreza, pois possuíam a ajuda do estado, com a implantação do capitalismo a cultura dos três campos foi desfeita devido ao interesse dos nobres feudais em explorar as florestas em busca de madeiras que substituiu o ferro na construção das novas cidades que surgiam devido ao capitalismo, com o crescimento do mercado urbano houve grande procura de cereais para consumo fazendo com que os senhores feudais expulsassem os camponeses de suas terras, aumentando o campo para a plantação, objetivando satisfazer as necessidades urbanas
A luta por terra, esforço para aumentar a produção, subdivisão dos campos de cultivo marcam a transição do feudalismo para o capitalismo, vemos também a desestruturação do sistema feudal , a transformação da terra em mercadoria e as lutas travadas como também o esforço do camponês a classe menos favorecida para se reerguer em meio a esse turbilhão de acontecimentos.
essas foram algumas das observações que pude destacar do capitulo III

Data: 22/12/2012

De: Everson Diego Vasconcelos bararelado (noturno) 4 periodo

Assunto: Relações do feudalismo para o capitalismo e outros fatores

Os autores tem suas premissas coexistentes neste processo do feudalismo para o capitalismo apartir deste fator, processo histórico é o conjunto de transformações que ocorrem na vida humana desde o início de sua existência.
Bom dia a todos, a principio um feliz 2013 a todos, este debate dá-se através do relacionamento que os homens mantêm entre si e com a natureza, através do qual ocorrem as transformações qualitativas e quantitativas.

As transformações qualitativas envolvem o aparecimento de condições inteiramente diferentes das anteriores; são mudanças essenciais na vida humana, que se refletem imediatamente na totalidade do corpo social. Porém, não devemos entender aqui a palavra qualitativa com um conteúdo valorativo, isto é, que a mudança foi para melhor ou para pior; é simplesmente uma mudança, algo muito diferente que ocorreu e que promoveu repercussões profundas sobre a sociedade em questão. Podemos citar, como exemplo, a Revolução Industrial, que causou profundo impacto sobre a sociedade ao promover o aparecimento do proletariado, alterando as relações sociais. As transformações quantitativas são mudanças que envolvem volume e proporção, os quais podem ser quantificados ou medidos, como por exemplo, o aumento de exportações de um país ou o seu crescimento demográfico. O processo histórico deve ser compreendido a partir da seqüência dos sistemas e nos períodos de transição entre eles. No escravismo antigo, a noção de propriedade privada já se notabiliza e o escravo era considerado uma "coisa" um "instrumento vocale". A Grécia antiga e a Roma imperial inseriam-se no escravismo. No quadro da crise geral do escravismo romano, podemos localizar o nascimento do sistema feudal. Caracterizado pelas relações servis de produção, o feudalismo europeu marcou a história medieval por mais de 1000 anos. Nesse sistema a economia era fechada-auto-suficiente, com produção para o consumo, e a sociedade estamental, imóvel, polarizada entre senhores e servos. O poder político descentralizado e a cultura religiosa são decorrências da própria estrutura de produção. O imobilismo feudal levou-o a destruição a partir das fugas dos servos e do nascimento de uma estrutura dinâmica, comercial, pré-capitalista.




Um feliz natal e um prospero ano novo a todos...

Atenciosamente: Everson Diego Vasconcelos

Data: 21/12/2012

De: Erika Vilela Da Silva (Licenciatura Diurno turma A)

Assunto: Transição do Feudalismo ao Capitalismo

Monitores olha só as análises nessa atividade é para serem feitas a partir desse arquivo disponível aqui ou do capito 3 e 4 do livro do Ariovaldo trabalhado anteriormente?

esperando a resposta!

Data: 21/12/2012

De: Ricardo Santos de Almeida (Monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re: Transição do Feudalismo ao Capitalismo

Olá Erika Vilela da Silva,

Além desses textos, claro que se pode utilizar os capítulos 3 e 4 do livro "Modo de Produção Capitalista, Agricultura e Reforma Agrária" de Ariovaldo Umbelino de Oliveira justamente para realizar analogia, uma vez que a analogia é um dos princípios metodológicos na ciência geográfica.

Claro que ao realizar as observações recomendo destacar sobre quais os textos ou trechos estão comentando/se referindo.

Data: 23/12/2012

De: Erika Vilela Da Silva (Licenciatura Diurno turma A)

Assunto: Re:Re: Transição do Feudalismo ao Capitalismo

estar bem obrigado pelo esclarecimento :)

Data: 16/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:Re:Re: Transição do Feudalismo ao Capitalismo

Qualquer dúvida fique a vontade para expor suas idéias.

Data: 17/12/2012

De: Adalberon José da Silva (bacharel noturno)

Assunto: transição feudalismo para o capitalismo

O capital lança mão da criação e recriação das relações não capitalistas de produção para realizar a relação não capitalista do capital. O que pode se deduzir é que a primeira etapa de desenvolvimento do capitalismo foi principalmente a etapa de produção de mercadorias.

Data: 21/12/2012

De: Ricardo Santos de Almeida (Monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:transição feudalismo para o capitalismo

Olá Adalberon José da Silva,

Sim, essas são frases do capítulo 4 "A agricultura sob o modo capitalista de produção" localizado próximo ao rodapé da página 20 do livro "Modo de Produção Capitalista, Agricultura e Reforma Agrária".

E é justamente como o autor destaca considerando que é através das mercadorias que as relações comerciais com outros locais decorrem fruto também de um processo expansionista.

Essas mercadorias produzidas envolvem uma nova lógica de produção considerando que há avanços técnicos, mas logicamente inferior ao que temos hoje.

Sobre essas questões recomendo a leitura também do livro "A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção." escrito pelo professor Milton Santos que nos potencializa reflexões justamente sobre como se dá o processo técnico ao longo do processo evolutivo do homem e como este processo nos influencia até hoje.

Disponível no link: https://leadt-ufal.webnode.com.br/_files/200000026-4d5134e4ca/Milton_Santos_A_Natureza_do_Espaco.pdf

Data: 17/12/2012

De: Everson Diego Vasconcelos bararelado (noturno) 4 periodo

Assunto: A gênese do capitalismo

A revolta camponesa contra o feudalismo, mesmo se bem sucedida, não implica
o aparecimento simultâneo de relações burguesas de produção.o elo entre
elas não é direto, mas indireto, a transição do feudalismo para o capitalismo não é um processo simples mediante o qual os elementos capitalistas no interior do feudalismo vão fortalecendo-se até estarem bastante vigorosos para romper a casca feudal"

Data: 20/12/2012

De: Arthur Henrique (Licenciatura-Not)

Assunto: Re:A gênese do capitalismo

Mais a revolta é o início da iniciativa burguesa, da sua gênese mais pura. A burguesia cria elementos revolucionários dentro da estrutura feudal, portanto, vai de encontro ao que nosso colega Adalberom (logo acima) tinha colocado, pois, nasce nesse momento um período de acumulação, conhecida como primitiva, onde seu auge vai repercutir no surgimento de novas tecnologias que tem papel central na diminuição direta dos custos de produção e aumento da acumulação de capital.
Sendo assim, a burguesia que surge do "campo" é revolucionária e surge do campo. Esta sim estava envolvida diretamente na produção e precisava desenvolver tecnologias para o campo com o intuito na diminuição dos custos de produção.
O Feudalismo não é rompido como se coloca nos textos comumente divulgados, ele é dissolvido por uma nova dinâmica que tende a atender a nova classe que vem se consolidando para isso constituem um novo modelo de Estado para que seja de fato institucionalizado esse novo poder.

Arthur Henrique - Graduando em Geografia (UFAL) e pesquisador Cnpq

Data: 16/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:Re:A gênese do capitalismo

Na prática esse novo modelo de Estado vai de encontro a cada vez mais torná-lo categoricamente propriedade exclusiva do capital uma vez que este Estado será cada vez mais manipulado, por exemplo, e que fomenta através do sistema de leis a apropriação do tempo livre (aquele que move o lazer da existência, ou seja, aquele momento que podemos desenvolver o intelecto) pela burguesia que também proporciona a expropriação a partir do tempo liberado (aquele que cada um dos trabalhadores utiliza para se locomover da casa para o trabalho e também aqueles trabalhadores que não possuem apenas um vínculo empregatício). O que se percebe nesse movimento é que cada vez mais somos direta ou indiretamente alienados no âmbito da estruturação social e isso vai além do simples vínculo com empresas ou ter "poder de compra", pois devemos tomar também cuidado ao acreditarmos que a a gratuidade da educação é para todos. Na prática, ela foi pensada apenas para a burguesia, pois só a ela interessa o real entendimento sobre o que de fato é educação, ciência, técnica, inteligência, pois é a partir da compreensão destes que pode-se reestruturar em novo tempo-espaço a reprodução do capital dando continuidade ao ainda vigorante modo de produção.

Data: 08/01/2013

De: Adalberto Souza 4º periodo de geografia bacharelado noturno

Assunto: Re:A gênese do capitalismo

"Com a aceleração da transformação da produção agrícola em produção de mercadorias, a
manutenção da situação primitiva de venda direta do produtor aos consumidores tornou-se praticamente
impossível, pois quanto maiores eram as distâncias e a duração das viagens aos mercados para os quais o
camponês produzia, mais difícil era vender diretamente aos consumidores. Tornava-se, assim
necessário o intermediário, comerciante, que passou a figurar entre o produtor e o consumidor.
Assim, o produtor perdia o contato com os consumidores e perdia também a visão do próprio
mercado. O comerciante aproveitava-se dessa situação para explorar o camponês. Nos anos de
poucas colheitas, o camponês, sem dinheiro, passava a tomá-lo emprestado, e, para garantir o
crédito, hipotecava as terras. Se a colheita do próximo ano era boa, ele conseguia se desvencilhar da
hipoteca, caso contrário as terras iam a leilão e o bem hereditário, agora transformado em mercadoria,
passava para o comerciante ou para o usuário, e o camponês transformava-se em um proletário."
Esse trecho do texto do Livro do Aviovaldo, explica como seu deu a exploração dos camponeses, na transição do Feudalismo para o Capitalismo.

Data: 17/12/2012

De: Everson Diego Vasconcelos bararelado (noturno) 4 periodo

Assunto: Transição do feudalismo para o capitalismo

E outros fatores a serem distacados são: Segundo (Maurice Dobb), destaca que a natureza da contradição essencial da sociedade feudal e do papel por ela desempenhado na geração das relações burguesas de produção.

Data: 16/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:Transição do feudalismo para o capitalismo

As relações burguesas de produção vão se dar diretamente relacionadas ao modo que se dará o processo de acumulação de capitais.
Recomendo a leitura do artigo "Trabalho, classe trabalhadora e proletariado: Ensaio sobre as contradições e crises do capitalismo contemporâneo" disponível no link: https://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/33e/art01_33esp.pdf

Data: 17/12/2012

De: Everson Diego Vasconcelos bararelado (noturno) 4 periodo

Assunto: Transição do feudalismo para o capitalismo

Bom dia galera, gostaria de destacar que em primeiro lugar este assunto para a disciplina agraria é fundamental pois, o mesmo mostra que este processo historico com o tempo foi se transformando.... o problema da transição do feudalismo para o capitalismo provavelmente
deu origem a discussões marxistas mais numerosas do que qualquer outro relacionamento
com a periodização da história mundial. Na prática, isso quer dizer que "feudalismo", tendo se tornado numa espécie deherdeiro de resíduos, agora se estende para cobrir uma vasta área desde as sociedades primitivas até o triunfo do capitalismo. A transição do feudalismo para o capitalismo é, portanto, um processo longo que nada tem de uniforme. Cobre pelo menos cinco ou seis fases. A controvérsia sobre essa transição tem se voltado principalmente para as características dos séculos que decorreram entre os primeiros sinais evidentes de derrocada do feudalismo

Data: 16/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:Transição do feudalismo para o capitalismo

Não concordo com essa idéia do modo de produção feudal ser "herdeiro de resíduos" uma vez que todo modo de produção será produtor e produto socioeconômico e neste processo estão inclusos as formas de produção. Ou seja, a cada tempo-espaço a sociedade estará atrelado a aparelhamentos socioeconômicos que vão ser estruturados para revigorar os que detém o poder de produção, consumo e para além disso, o poder político e ideológico. Afinal, todo modo de produção é dotado de contextos que vão desde as relações de produção e como a sociedade se comporta.

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