Fórum Geografia Agrária 3

A autora Beatriz Regina Zago de Azevedo em seu estudo frisa como se dá o processo de acumulação capitalista a partir das relações não-capitalistas. Considerando sua análise identifique os principais pressupostos teóricos utilizados pela mesma a fim de afirmar as intencionalidades e ideologias capitalistas explicitas ao longo do quarto capítulo e da conclusão da tese de doutorado entitulada “A produção não-capitalista: uma discussão teórica”. Para tal, correlacione os elementos estruturantes do modo de produção capitalista debatidos em sala de aula dentre os quais se destacam as relações envolvendo o Estado, o capital e o trabalho, a alienação, o fetichismo da mercadoria, a diferenciação entre capital e dinheiro, mais-valia e suas variantes (mais-valia relativa e mais-valia absoluta). Além do capítulo da tese (ver abaixo) complemente a análise interpretando também o quadrinho ao lado.

 

 

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Tópico: Fórum Geografia Agrária

Data: 21/02/2013

De: Rubenita Vitor - Licenciatura Diurno - 4° Período

Assunto: Relações não-capitalistas/Quadrinho

Segundo o texto a produção não capitalista, Uma discussão teórica, de Beatriz Regina Zago de Azevedo, a produção não capitalista teria algumas funções que atuariam no produção capitalista sendo elas; Facilitar diretamente o processo de acumulação, atender a demanda de certos bens e serviços, facilitar a circulação de bens industrializados, permitir a concentração de capital nos setores estratégicos da economia, rebaixar o custo de reprodução da força de trabalho assalariada, manter uma força de trabalho reserva, mostrando assim, como relações não capitalistas atuam nas relações capitalistas.
A charge mostra como a produção capitalista é realizada. Alguns trabalhadores não possuem conciência do que está acontecendo á sua volta. Achando que o produto produzido através do seu trabalho seria fruto da empresa e não do seu trabalho. A exploração exercida pelos capitalistas sobre seus assalariados gera a mais –valia, ou seja o trabalhador trabalha um determinado número de horas porém, receberá um valor em salário inferior ao que ele produziu através de sua força de trabalho, sendo esse trabalho não pago denominado mais-valia.

Data: 19/02/2013

De: Elvys Blayne-Bacharelado(Diruno)

Assunto: “A produção não capitalista: uma discussão teórica” e a charge

As formas de produção capitalista como aborda a autora Beatriz Regina de Azevedo com base em outros autores é contraditória. Mesmo com as relações aparentemente não capitalistas de produção, no fim do seu processo de reprodução se dá a acumulação capitalista. A autora cita, por exemplo, quando algumas empresas capitalistas apropriam-se da produção dos pequenos produtores autônomos a um baixo custo, podendo deste modo, realizar lucros elevados na fase de comercialização do produto final. Como foi debatido em sala de aula um exemplo desse processo em resumo como no caso da vila de pescadores do bairro do Jaraguá em Maceió-Al em que há relações de produção que é notório o modo capitalista de produção na fase de comercialização do pescado em que a empresa que se apropria dos produtos a um custo baixo no momento de sua comercialização eleva os preços, já nas relações internas entre pescadores esse processo de acumulação da capital não é notório. Esse processo contraditório das relações não-capitalistas de produção ocorrem nos diferentes seguimentos da produção e da circulação das mercadorias. Outro exemplo desse fato é a facilidade as indústrias de determinadas produções tem na circulação do produto através da comercialização ambulante, esse fato como processo não-capitalista de produção se dá de forma contraditória pelo fato de não haver assalariamento tendo em vista que a acumulação de capital se dá na mais-valia.
O objetivo da autora em defender sua tese foi analisar conceitos das reproduçõees capitalistas e suas contradições para definir o conjunto de ocupações dessas relações
A representação em quadrinhos é um exemplo de como as manifestações capitalistas de exploração, e nos leva a analisar a respeito das teorias de Marx como ocorre a mais-valia que compreende o trabalho social não pago, que pode ser compreendida da seguinte maneira: suponhamos que um funcionário leve 2 dias para fabricar um par de calçados. Neste período ele produz o suficiente para todo o seu trabalho. Mas ele permanece mais tempo na fábrica, produzindo mais de um par de calçado de recebendo o equivalente á produção de apenas um. Com isso, conclui-se que Lee trabalha 6 horas de graça reduzindo o custo do produto e aumentando o lucro do patrão. Do mesmo modo os quadrinhos nos remete à análise do conceito postulado por Marx sobre alienação e o lucro através do capital que surge da exploração do assalariado.

Data: 18/02/2013

De: Marcia Michelle da Silva Leobino

Assunto: Relacoes de Producao nao- capitalistas

As relações capitalistas de produção ocorrem somente na situação onde há assalariamento como forma de relação de trabalho e produção de mais-valia que e a forma como o dono dos meios de produção pode se reproduzi. Contraditoriamente ao que e especifico a esse modo de produção, o capitalismo se utiliza de formas não –capitalistas de relação de trabalho para se reproduzir nos lugares. Um exemplo disso e que na fase do capitalismo concorrencial a produção capitalista no Brasil se efetivava a partir da relação de exploração baseada no trabalho escravo na até então colônia portuguesa. Essa forma de relação trabalho não – especifica , mas ele se apropriou dela para se reproduzir.
Segundo Ariovaldo dependendo do momento mais importante do processo econômico para o capital em um lugar (produção, circulação, distribuição e consumo) o capital se reproduzira de forma diferenciada, e também devido as fases que o capitalismo passa ao longo do seu processo de desenvolvimento, expansão e acumulação, utilizando-se de formas não capitalistas de produção como a produção primitiva ou despótica encontradas na América pré-colombiana como também de relações de trabalho não capitalistas como a baseada na escravidão.
No exemplo citado do Brasil, o momento do processo econômico que a colônia portuguesa vivenciava era o da produção de mercadorias para exportação. A produção estava estrutura na propriedade privada latifundiária e na produção da monocultura, cana-de acucar baseada no trabalho escravo que posteriormente se tornou um impecílio a expansão da primeira fase do capitalismo industrial inglês que destruí a instituição da escravidão brasileira impondo o trabalho assalariado, pois a escravidão não se coadunava com os propósitos de expansão da indústria inglesa que necessitava de mercados para ecoar sua crescente produção.
Dependendo do interesse do capital o espaço recebe uma configuração especifica, e tudo que compõem o espaço(produção, relações sociais...) vai se configurando para atender as mutações do desenvolvimento do capital.

Data: 18/02/2013

De: Igor Ramon - 4º periodo turma B LICENCIATURA

Assunto: Fórum Geografia Agrária 3

As relações capitalistas provocam a segregação entre o trabalhador e os meios de produção. Onde o trabalhador é livre e detentor de sua força de trabalho e sem ligação alguma com a propriedade, promovendo a igualdade e liberdade de escolha ao trabalhador onde, ele pode decidir à quem vender sua força de trabalho, único bem que lhe pertence com a falsa ilusão de que é possível igualdade social que lhe foi concedida como troca por um salário. Uma vez pago um salário em troca da força de trabalho o capitalista pode usar duas maneiras de aumentar sua taxa de lucro. O capitalista podem intensificar o trabalho sem aumento salarial gerando uma quantidade superior de produtos sem elevar a jornada de trabalho, a mais - valia absoluta e a mais - valia relativa a elevação da produtividade física do trabalho com uso de máquinas. O trabalhador nesse processo, produz bem mais do que necessita a sua sobrevivência.E na contrariedade capitalista de igualdade e liberdade, o trabalhador que é o agente principal no processo produtivo não percebe que as riquezas produzidas pelo capital foi retirada do trabalhador e acham que são produto do capital.

Data: 18/02/2013

De: Taciano Silva das Neves - 11111708 - Licenciatura noturno.

Assunto: Fórum 3-Relações não-capitalistas/Quadrinho

Com base nos textos e debates em sala, pode ser explicada a tirinha da seguinte forma: O processo da mais-valia, onde o capitalista dentro do processo dinheiro-mercadoria-dinheiro sintetizado na formula D-M-D, aufere lucro sobre a exploração do trabalhador, onde esse passa pelo processo de alienação, onde ele não se vê como principal facilitador de todo o processo de produção, sendo responsável pelo seu pagamento e gerador do lucro do capitalista, dessa forma se extrai a mais-valia. Um exemplo prático é o da fábrica de sapatos:
1h – 2 sapatos
2h – 4 sapatos para lhe pagar
8h – 16 sapatos
6h – 12 sapatos para fábrica
Mercadoria = mais-valia = lucro no processo de circulação
Dai é extraída a Mais-valia, pois ele faz o serviço para lhe pagar e auferir lucro para o capitalista. A mais-valia relativa é retirada no passo em que o trabalhador é acrescentado mais 2h no processo.

Data: 18/02/2013

De: Ana Paula de Lima (Bacharelado / Vespertino)

Assunto: Tese de Beatriz Regina Zago de Azevedo

A autora Beatriz Regina de Azevedo em sua tese “A produção não-capitalista: uma discussão teórica”. Mostra pontos citados por outros autores, onde focam a relação não capitalista a partir do capitalismo. Quando por exemplo um grande proprietário adquire a produção de pequenos produtores por um baixo custo, e adquire um lucro maior encima da mesma mercadoria. Outro ponto é quando são criadas novas necessidades, provocando a expansão do mercado. Favorecer a movimentação de produtos industrializados através de trabalhadores informais. Beatriz chamou este modo de produção de “marginalidade” sendo está essencial para o progresso do capitalismo. E está marginalidade está diretamente ligada à mais-valia que é a diferença entre o salário pago e o valor do trabalho produzido. A charge explica bem como ocorre isso : o funcionário trabalha muito mais do recebe e o valor do trabalho excedente vai para o bolso do patrão.

Data: 18/02/2013

De: JAQUELINE DA SILVA BOMFIM - GEGRAFIA LICENCIAUTRA NOTURNO

Assunto: Relações não capitalistas de produção/quadrinho

A autora Beatriz Regina Zago de Azevedo, no texto “A contribuição da produção não capitalista para o processo de acumulação, nos relata como ocorre o processo de acumulação do capital através de relações não-capitalistas de produção, sendo analisadas idéias de diversos autores.
São analisadas as seguintes contribuições:
a) Facilitar diretamente o processo de acumulação – ocorre quando a produção dos pequenos produtores autônomos são apropriadas pelas empresas, a um baixo custo, fazendo com que proporcione lucros elevados na comercialização do produto final., segundo Carvalho e Souza.
b) Atender à demanda de certos bens e serviços – ocorre quando não há condições suficientes de se investir na produção de bens equivalentes ou sucedâneos, através de atividades não-capitalistas que emergem ou se expandem a partir da necessidade da expansão industrial, segundo Carvalho e Souza.
c) Facilitar a circulação de bens industrializados – ocorre através da comercialização de mercadorias, onde, através do pequeno comércio e pelos ambulantes fazem circular pequenos produtos industrializados, facilitando o acesso a tais produtos pela população de baixa renda, segundo Carvalho e Souza.
d) Permitir a concentração de capital nos setores estratégicos da economia – Segundo Souza essa concentração se dá em economias atrasadas, em que se dá a partir do papel desempenhado na produção e distribuição de certos bens e serviços.
e) Rebaixar o custo de reprodução da força de trabalho assalariada – ocorre devido à formas não-capitalistas de organização da produção, em que são produzidos bens e serviços a custos mais baixos do que seriam produzidas pelas empresas capitalistas, suprindo as necessidades da população assalariada de baixa renda, fazendo com que haja um rebaixamento dos salários dos trabalhadores envolvidos na produção. Um exemplo disso é o que cita Oliveira, no caso do mutirão que os trabalhadores realizam para que se construam suas habitações.
f) Manter uma força de trabalho de reserva – ocorre na manutenção do exército industrial de reserva. Carvalho e Souza fazem uma distinção sobre o que ocorre nos países desenvolvidos e os subdesenvolvidos.
Nos países desenvolvidos, ocorre através de meios institucionais; Nos países subdesenvolvidos, ocorre no rebaixamento dos salários devido ao fato dos trabalhadores autônomos prestarem serviços que são consumidos pela população e a substituição de trabalhadores menos produtivos, pelos mais produtivos.
Em relação à charge, relacionando com o visto em sala de aula, fazendo um complemento com o texto de Ariovaldo Umbelino de Oliveira, no texto Modo capitalista de produção, agricultura e reforma agrária, no capítulo 5 “As relações de produção na agricultura sob o capitalismo”, podemos perceber as relações capitalistas de produção, onde o capitalista, que são donos dos meios de produção, contrata o trabalhador livre dos meios de produção, comprando sua força de trabalho, pagando a este um salário. Nessa relação que se estabelece entre capitalista e trabalhador, o capitalista sai ganhando no sentido de apropriar-se da mais-valia, sob a forma de lucro do capital. O capitalista utiliza de dois meios para ampliar o lucro, segundo Karl Marx, que é a mais-valia absoluta, onde há o aumento da duração da jornada de trabalho, sem que haja o aumento do salário do trabalhador e a mais-valia relativa, que amplia a produtividade através da incorporação de máquinas. Ainda segundo Marx podemos perceber nessa relação a ocorrência do trabalho vivo, onde se é produzido valor de uso, ou produto utilizável, e o trabalho morto, que está contido nas mercadorias, com a finalidade da obtenção da mais-valia.

Data: 18/02/2013

De: Gláucia Lima da Rocha (Geografia / Bacharelado / Diurno)

Assunto: A produção não capitalista: Uma discussão Teórica

A tese de Beatriz Regina é uma análise, segundo alguns autores, do papel que as atividades não capitalistas desempenham no processo global de acumulação e expansão do capital. No início do capítulo 4 algumas funções são atribuídas por alguns autores com relação à contribuição direta ou indireta das atividades não capitalistas para a expansão dos setores capitalistas. A maioria dos autores examinados pela autora defende que as atividades de caráter não capitalistas facilitam diretamente a acumulação do capital. Isso se dá quando as empresas se apropriam, a baixo custo, da produção dos pequenos produtores, alcançando assim altos lucros com a comercialização do produto. Um dos trechos da tese aponta que o pequeno comércio facilita o acesso de bens industrializados as pessoas de baixa renda. Outra questão discutida por Souza, um dos autores, é a pobreza e os níveis de renda do núcleo capitalista. São resultados do baixo poder de negociação dos trabalhadores frente ao capital, realizado no processo histórico de acumulação. Pode-se observar também três questões importantes; a busca por uma definição para a categoria em estudo, tentando diferenciar as atividades não capitalistas no interior da economia urbana; o significado da categoria no modo capitalista e as várias interpretações dos autores examinados pela autora sobre a questão. Prandi é outro autor examinado na tese de Beatriz. Para ele o trabalho autônomo não pode ser explicado senão como resultado da acumulação capitalista. O objetivo de cada autor é a busca das particularidades das diferentes situações de trabalho e, de modo geral eles entendem que a produção não capitalista nada mais é que o resultado do modo como se processa o desenvolvimento do capitalismo nas sociedades independentes. O processo de acumulação do capital é contraditório e a produção não tipicamente capitalista deve ser entendida como resultado desse processo.
O quadrinho disponível no fórum 3 mostra de forma clara a apropriação da mais-valia pelo proprietário capitalista. Essa mais-valia é o trabalho social não pago. O trabalhador, na maioria das situações, é explorado com aumento de horas de trabalho, e ainda acha que todo lucro adquirido após a circulação do produto, que ele mesmo ajudou a produzir com sua força de trabalho, é mérito exclusivo do proprietário capitalista, já que o mesmo é dono dos meios de produção, ou seja, o trabalhador não consegui se enxergar no produto final; vê-se então um exemplo de alienação.

Data: 18/02/2013

De: Andrea Martins da Silva

Assunto: Relações não capitalistas

O texto das relações não capitalistas de produção busca uma definição para as relações não capitalistas que diferenciem estas atividades dentro da economia urbana. Procurando o significado dessa categoria e buscando as várias formas de interpretações sobre a forma com que essas atividades não capitalistas ajudam para a acumulação do capital. Esse conjunto de atividades foi definida como o fenômeno da marginalidade. Não pelo lado do indivíduo desvinculado da sociedade, mas observando pelo lado desse termo ser associado à produção de determinados bens e serviços que servem de algum modo para a reprodução das condições do sistema capitalista.
Assim a autora assemelha esse fenômeno (marginalidade) com o trabalho informal, a ausência de proteção jurídica e reconhecimento social. Tendo a economia um setor organizado, moderno, formal; e do outro lado esse setor, o informal, não organizado, que foge as leis trabalhistas. Esses dois setores são interligados, por nexos estruturais. O setor informal não existe senão por sua relação com o setor formal. Dessa forma sua análise apenas é possível se analisado em conjunto; buscando a compreensão do modo como ele se articula no conjunto da economia e dos determinantes que definem sua importância, condições de existência e dinâmica própria.
O setor informal assume formas e significados diferentes em cada país. Assim a questão é tentar descobrir os processos que causam a segmentação dentro da economia urbana. É importante entender o modo no qual a produção não capitalista preenche as brechas abertas pelo modo de produção capitalista. Regido as suas próprias leis de acumulação. Tendo em vista a heterogeneidade das relações de trabalho, no processo de valorização, onde o capital utiliza todos os níveis de mão-de-obra, através das inúmeras relações de trabalho articuladas entre si.
A produção não capitalista é resultante da forma com que o capitalismo se desenvolve na sociedade. O capitalismo no Brasil surgiu em uma contradição através de uma combinação entre contrários ao desenvolvimento da produção capitalista correspondente a criação ou manutenção de atividades com base em padrões não capitalistas de relações de produção.
Mesmo as atividades não tipicamente capitalistas estão de alguma forma subordinadas ao capital, uma vez que estão inseridas no modo de produção capitalista. Dessa forma até que ponto as formas de produção não capitalistas são realmente atípicas em relação as leis que regem o desenvolvimento capitalista. O capitalismo é produção de valor e de força de trabalho para a própria produção de valor. E a dominância do modo de produção capitalista não significa que ele tenha controle de todas as relações da economia, mas significa admitir que o desenvolvimento do capitalismo no processo histórico ocorreu de forma desigual, contraditória. A produção não tipicamente capitalista deve ser entendida como resultado do processo contraditório de acumulação de capital.

Data: 18/02/2013

De: Rôse Meire Dias 4º Período Geografia Licenciatura vespertino

Assunto: A produção não Capitalista: Uma discussão Teórica

O texto aponta as funções atribuídas a produção não capitalista, e quais foram as interferências que este tipo de produção acarretou ou auxiliou, no desenvolvimento da produção tipicamente capitalista.
Inicialmente a autora, mostra que o modo de produção não capitalista, caracterizado com exemplos de agricultores familiares, e pequenos produtores rurais, servem para facilitar o processo de acumulação por grandes industriais capitalistas, uma vez que compram suas mercadorias por preços muito baixos e que podem ser vendidos quando o mercado for mais favorável, assim obtém lucros sobre o produto,sem ter nenhuma ligação direta com os produtores, em relações empregatícias. Isso é caracterizado como uma forma oculta de compra de força de trabalho (que está embutida no modo de produção não capitalista), no entanto, a partir do momento que uma empresa cujo regime é capitalista, compra os produtos ou serviços oriundos da produção familiar, por exemplo, e transformando-os em lucros, estes passam a ser capitalistas, mesmo não sendo caracterizado ou observado desta forma, uma vez que o modo de produção só passa a ser capitalista quando é transformada em lucro,que é o principal objetivo do regime.
As grandes empresas tem suas produções elevadas, porém de produtos específicos e muitas vezes sem nenhuma identidade, o que por vezes não satisfaz todas as necessidades das classes econômicas mais elevadas, deste modo, recorrem aos modos de produção não capitalistas, que preenchem vazios econômicos, por exemplos, os artesãos. Os grupos que não exercem atividades capitalistas, tendem a produzir o que a indústria não produz, portanto,os produtos possuem melhor qualidade, um bom exemplo é o artesanato produzido atualmente, são peças que na maioria das vezes, só podem ser adquiridas por pessoas da classe média alta.
Outra classe que a autora menciona, são os vendedores ambulantes e o pequeno comércio, a eles atribui que, com este tipo de atividade classes econômicas de baixo valor aquisitivo, tem acesso a mercadorias industrializadas, facilitando a circulação de bens industrializados, porém ressalta que também são comercializados produtos artesanais parecidos com os industrializados que ainda não foram produzidos pela industria, é interessante perceber que, neste processo de transferência da pequena produção não capitalista, há uma super exploração da força de trabalho do produtor, no entanto, aponta certas contradições entre alguns autores que discordam desta afirmação e dizem que os pequenos produtores, domésticas e a pequena industria, em certas circunstâncias não há transferência de mais-valia, portanto, não são explorados por nenhum capital.
Outra função descrita pela autora, é que a produção não capitalista permitiria a concentração de capital nos setores estratégicos da economia, no entanto, surgem muitas contradições em relação a isso, enquanto uns apontam que, como a produção não necessita do emprego direto de capital, isso permite que a economia concentre seus investimentos em setores que apresentem maiores lucratividades, por outro lado, apresenta autores que acreditam que, mesmo sendo necessária a pequena produção para preencher as lacunas da industrialização, não necessariamente, deve ser a ela atribuída, que o capital esteja poupando esforços, e tão pouco, facilitando a acumulação de capital.
Quando aponta uma outra função, que é rebaixar os custos de reprodução da força de trabalho, o que percebe-se não é a rebaixar a força de trabalho e sim os custos na produção, uma vez que a existência do trabalhador autônomo, não contribui para um menor preço das mercadorias, o que percebe-se, é que dependendo da atividade desenvolvida, as mercadorias que saem das fábricas tem um valor mais elevado, causado, por exemplo, pelas oficinas de assistência técnica de produtos eletrônicos, uma vez que podendo ser concertado, não necessariamente será substituído por um novo, ou seja, a força de trabalho empregada na produção pode ser mantida, ou até mesmo aumentar, no entanto, o salário será o mesmo. Esta situação leva a outra função atribuída ao tipo de produção não capitalista, a existência de muitos vendedores autônomos, ambulantes, artesãos e demais trabalhadores do modo de produção não capitalista, formam o exército industrial de reserva, que para as industrias são fundamentais, uma vez que manterão os baixos salários e mesmo assim sempre haverão pessoas que precisam de trabalho e se capacitam, para consegui-lo, este que poderá produzir mais, pelo mesmo salário.deste modo o exército industrial de reserva também poderá influenciar, na determinação dos salários.
Faz referência ainda a definição de alguns conceitos de extrema relevância para o assunto em debate, primeiro de exército industrial de reserva, que se refere somente aos indivíduos capazes de serem imediatamente mobilizados pelo capital, o que se diferencia da superpopulação relativa, que abrange um conjunto heterogêneo de pessoas com diferentes graus de disponibilidade para sua inserção no mercado de trabalho capitalista.
Em sua conclusão a autora faz uma avaliação das citações dos autores que utiliza para suas argumentações, referenciando-as à realidade brasileira nas grandes cidades e demonstra como, na prática a produção não capitalista, interfere no desenvolvimento e manutenção da produção capitalista, e como a produção capitalista mantém este vínculo.
Em certas situações a indústria capitalista, o trabalhador é mantido, através de uma alienação do trabalho, na qual, o trabalhador não mais compreende o que ele mesmo produz, é reduzido simplesmente, a um “fator” necessário a produção capitalista, esta alienação não permite, reconhecer que está sendo explorado, ele consome sua força de trabalho para produzir, por um preço muito baixo, e depois é o próprio consumidor do que produz.
O quadrinho contido no fórum demonstra de forma muito simples, de fácil compreensão, como ocorre o processo de obtenção de mais valia, reforça a ideia de alienação do trabalho, e nos mostra como a classe de trabalhadores mantêm as grandes indústrias através da exploração que sofrem, sem ao menos terem consciência.
A partir desta análise do quadrinho, passei a refletir, sobre a perpetuação deste ciclo de alienação. O capitalismo visa apenas o lucro, para isso usufrui da ignorância das pessoas que são excluídas socialmente, não só pelo fato de serem ou estarem em situação de baixa renda, mas também e principalmente, por viverem uma denegação de direitos, do direito de entender, de compreender os fatores sociais aos quais está submetido.

Data: 17/02/2013

De: Tathiany de Oliveira Bezerra - Vespertino

Assunto: Relações não capitalistas de produção.

Darei inicio as minhas colocações analisando primeiramente a charge. A acumulação do capital por parte do capitalista
esta diretamente ligado com a exploração sofrida pelo trabalhador,quanto mais o trabalhador produz mais mais- valia o
capitalista terá. O capitalista sente-se no direito de ganhar mais do que o trabalhador por possuir os meios de produção
e pagar o minimo necessário para o trabalhador para posteriormente o mesmo adquirir os produtos que ele mesmo produziu e
o trabalhador muitas vezes aceita e concorda com esta condição. Diante das questões apresentadas no texto a forma mais
direta de acumulação de capital está na apropriação de produtos a baixo custo para depois realizar a comercialização a
custos elevados, a relação deste processo não ocorre com uma empresa especifica e essa relação entre os produtores e as
empresas desobrigam as empresas a cumprirem com acordos trabalhistas. Oura maneira de acumulão não capitalista de produção
esta na facilitação da circulação de mercadorias industrializadas nos pequenos comércios permitindo o acesso de pessoas
que poderiam não obter o acesso a essas mercadorias fortalecendo assim a cumulação de capital por parte das empresas.

Data: 17/02/2013

De: Natália Estevam Guedes da Silva - Geografia Licenciatura, diurno.

Assunto: relações não-capitalistas, quadinho

O texto de Beatriz, mostra varias citações de autores, que dão suas opiniões sobre o método de acumulação do capital, onde esse método é algo global. A autora mostra como ocorreu à acumulação capitalista a partir da relação não capitalista, ela nos mostra funções desempenhadas pela produção não capitalista que facilita o decorrer do processo de desenvolvimento da acumulação do capital, onde a primeira função surge quando a empresas familiares é submetida à produção por encomenda, a pedidos de indústrias, a próxima função é a substituição de demanda dos serviços, onde não se foi investido o capital para que houvesse a realização de alguns bens e serviços, na continuação das funções a próxima é a forma que facilita a circulação dos bens que fora industrializados, isso ocorre com os comerciários considerados como muita importância pelas empresas capitalistas, na quarta função há uma centralização do capital em setores da economia capitalista, na quinto há o rebaixamento do custo de produção do trabalho que é assalariado, na sexta há o rebaixamento do custo da produção da força do trabalhador assalariado, nessa mesma função o rebaixamento nos salários dos trabalhadores de indústrias capitalistas é facilitado pelos trabalhadores “marginais e autônomos”. Por fim a ultima função é onde permanece a força de trabalho reserva isso é um elemento, para que haja uma negociação entre trabalhadores e empresas capitalistas.

A charge é uma representação de forma crua, de como funciona o processo da produção capitalista, na apropriação e exploração da força de trabalho, ou seja, a mão de obra barata, explorando o trabalhador com o aumento da jornada de trabalho somando mais produção e seu salário permanecendo o mesmo, sem alteração, para a obtenção da mais valia que é o trabalho a social não pago.

Data: 17/02/2013

De: Dayse Milena da Silva Pereira (Geo-Licenciatura-Diurno); Matrícula:11110176

Assunto: Comentário sobre a tese da autora Beatriz Regina Zago de Azevedo/ Quadrinho

A autora frisa o estudo de como se dá o processo de acumulação capitalista a partir das relações não-capitalistas, através da análise das formulações teóricas de alguns autores, os quais preocupam-se em enfatizar o papel que as atividades não tipicamente capitalistas desempenham no processo de acumulação capitalista, e surgem controvérsias à medida que são especificadas as “funções” que os autores atribui às diversas atividades não capitalistas. A autora inicia falando sobre a “função” de facilitar diretamente o processo de acumulação, como descrito no estudo conjunto de Carvalho e Souza, isso ocorre quando as empresas se apropriam da produção dos pequenos produtores autônomos a um baixo custo, podendo realizar lucros elevados na fase de comercialização do produto final.
Carvalho e Souza destacam ainda outra “função” da produção não tipicamente capitalista, a qual refere-se à elevação da demanda por mercadorias fabricadas pelo setor capitalista que a comercialização, através do pequeno comércio, estabelecido ou ambulante, permite à medida que facilita a circulação e o acesso desses bens à população de baixa renda. Assim, a distribuição de mercadorias realizada pelo pequeno comércio cria condições para o consumo de certos bens produzidos pelas empresas capitalistas por camadas que, de outra forma, não teriam acesso a ele, facilitando dessa forma a circulação dos bens industrializados.
Analisando o comportamento da economia brasileira no pós-30, Oliveira conclui da necessidade de algumas atividades serem organizadas em moldes não tipicamente capitalistas de modo a favorecer a expansão do capitalismo no mesmo sentido apontado pelos outros autores examinados pela autora. Para ele, a aparência de “inchação” do Terciário brasileiro esconde um importante mecanismo de acumulação: “ (...) sem quase nenhuma capitalização, à base de concurso quase único da força de trabalho e do talento organizatório de milhares de pseudopequenos proprietários que na verdade não estão mais que vendendo sua força de trabalho às unidades principais do sistema (...)”. Oliveira ainda frisa que o capital tem interesse na manutenção desse tipo de produção de bens e serviços de reduzida ou nula capitalização, uma vez que esses nada mais são do que uma forma disfarçada de exploração que tende a reforçar a acumulação.
Especificando o papel que as atividades marginais desempenham no processo de acumulação capitalista, Kowarick aponta, tal como Oliverira, para o fato de elas transferirem excedente às estruturas de corte nitidamente capitalistas, à medida que, ao não serem auto-suficientes, mas sim integrantes da economia de mercado, acabam por gerar riquezas que não permanecem no âmbito restrito dos próprios “setores marginais”.
Outra função atribuída à produção não tipicamente capitalista consiste no rebaixamento do custo de reprodução da força de trabalho engajada na produção capitalista, à medida que boa parte das necessidades da população assalariada que aufere baixas rendas é suprida por bens e serviços produzidos para autoconsumo ou obtidos a custos mínimos na pequena produção mercantil. Em economias atrasadas, as formas não capitalistas de organização da produção, ao cumprirem a função de produzir bens e serviços a custos menores do que se fossem produzidos por empresas capitalistas, acarretam o rebaixamento dos salários dos trabalhadores engajados na produção capitalista. Aqui a autora apresenta uma controvérsia entre dois autores, enquanto Oliveira defende a ideia de que a produção marginal funciona no sentido de rebaixar o valor da força de trabalho, Souza contrapõe-se a essa argumentação, afirmando ser errôneo atribuir às formas de produção não tipicamente capitalistas o poder de fixar o salário de base para o conjunto do sistema econômico. Para o autor, é justamente o contrário que acontece, isto é, a taxa de salários do núcleo capitalista parece constituir-se na variável que orienta a determinação das rendas na pequena produção mercantil. Para ele, são os baixos salários que explicam a autoconstrução e não o contrário. A habitação precária e a autoconstrução são a resposta de sobrevivência dos trabalhadores frente aos baixos salários que recebem.
Outra “função” atribuída à produção não tipicamente capitalista seria a de assegurar a manutenção do exercito industrial de reserva que o desenvolvimento capitalista exige, entre tantas outras examinadas na tese. A autora também discorre sobre a contribuição teórica dos estudos desses autores ao problema do emprego em formas não capitalistas de produção, entre outras especificidades ao longo do texto. Conclui afirmando que essas atividades, embora resultantes do próprio movimento do capital, não são intencionalmente criadas por ele. No entanto, ao penetrarem nos espaços abertos pelo capital e a ele se subordinarem, acabam de alguma forma, a serviço dele. Enfatiza ainda que a produção não tipicamente capitalista deve ser entendida como resultado do processo contraditório de acumulação do capital, o qual cria através de um só e único movimento as atividades capitalistas e as não capitalistas.

Com relação ao quadrinho ele mostra de uma maneira simples a forma pela qual o capitalismo expropria a mais-valia do trabalhador, ou seja, o trabalho não pago, no caso do quadrinho é a mais-valia absoluta, na qual o aumento da produção é feita pelo aumento da jornada de trabalho. Assim como também podemos perceber a alienação por parte do trabalhador que não se ver na mercadoria que ele ajudou a produzir, graças à divisão do trabalho que cada vez mais distancia o trabalhador do produto final, e consequentemente a sua exploração, já que irá receber uma parcela mínima daquilo que ajudou a produzir.

Data: 16/02/2013

De: Célio José de Oliveira Junior - Licenciautra/Diurno

Assunto: Relações Não-Capitalistas/Quadrinho

A autora Beatriz Regina Zago de Azevedo em sua tese: “A produção não capitalista: uma discussão teórica” ao analisar os seis diferentes tipos de “funções” apontadas: facilitar diretamente o processo de acumulação; atender a demanda de certos bens e serviços; facilitar a circulação dos bens industrializados; permitir a concentração de capital nos setores estratégicos da economia e rebaixar o custo de reprodução da força de trabalho assalariada , em conjunto ou auxiliada pela visão de diversos autores (Prandi, Kowarick, Oliveira, Souza) mesmo com cada um tendo suas peculiaridades (principalmente as contradições feitas por Souza em relação aos demais autores) sobre as diversas formas de atividades exercidas sob moldes não tipicamente capitalistas; todos eles no geral admitem que a expansão e acumulação do capital, atuando de forma intensificada ou com menor força é fornecida pelo suporte dessas não tipicamente capitalistas; mas é citado que tal apoio não é feito de forma proposital pelo movimento do capital, mas tal capital abre espaço para a penetração dessas atividades consideradas não capitalistas e consequentemente atuam a serviço dele (o capital). Vários exemplos são citados ao longo da tese, tais como o trabalho autônomo apontado por Prandi, onde para ele o trabalhador por conta própria não produz somente bens e serviços para o mercado de bens e serviços, mas produz principalmente força de trabalho barata para o capital, colaborando para a produção e reprodução do proletariado em geral. Já a “Marginalidade” apontada por Kowarick onde o desenvolvimento do tipo não capitalista compreende uma única lógica estrutural que, ao reunir formas desiguais e combinadas, recria modalidades produtivas não tipicamente capitalistas (artesanato e industria a domicilio) e cria novas formas não tipicamente capitalistas (trabalho autônomo no Setor Terciário, como os ambulantes) tem significativo papel no processo de acumulação, sendo assim a “Marginalidade” não teria um papel não-participativo em tal processo. E o quadrinho ilustrativo retrata claramente a Mais-Valia (trabalho-social não pago) mas especificamente a Mais-Valia Absoluta onde o capitalista obriga o trabalhador a trabalhar a um ritmo intensificado, produzindo mais mercadorias e mais valor. O trabalhador é explorado, mas não vê dessa forma, pois a exploração está impregnada no capital, a partir do momento que ele (o capitalista converte a mercadoria em dinheiro); nessa direção a divisão do trabalho, que é um pressuposto da alienação, contendo nessa alienação um trabalho não “humanizado”, com um sentido negativo, quase que de escravo (não é escravo, pois o trabalhador não consiste em ser uma mercadoria).

Data: 16/02/2013

De: José Gilson de Oliveira Borges (licenciatura/diurno)

Assunto: Dr. autora Beatriz Regina Zago de Azevedo

A autora Beatriz Regina de Azevedo discorre sobre seis funções não capitalistas que contribuem diretamente ou indiretamente no processo de acumulação de capital. A primeira função é facilitar diretamente o processo de acumulação, que ocorre quando uma empresa apropria-se da produção de pequenos produtores a baixo custo, auferindo lucro elevado na fase final de comercialização, outra forma é satisfação das necessidades da empresa com contratos de tarefas ou serviços que mascaram a compra da força de trabalho. A segunda é atender a demanda de bens e serviços quando ainda não se tem condições de investimentos capitalistas na produção ou quando as atividades não capitalistas se expandem pela necessidade da expansão industrial. A terceira função é facilitar a circulação dos bens industrializados, pois com o aumento da demanda os pequenos comerciantes facilitam a circulação e acesso desses bens a população de baixa renda. A quarta função não capitalista permite a acumulação de capital nos setores estratégicos da economia, onde as economias atrasadas se distribuem na produção de alguns bens e serviços dando suporte ao núcleo capitalista que investe em setores estratégicos. A quinta função é o rebaixamento do custo de reprodução da força de trabalho assalariado, que se dão quando as formas não capitalistas de produção produzem bens e serviços a custos mais baixos do que a indústria capitalista, esta produção marginal faz com que os trabalhadores capitalistas precisem de um salário menor para se manter. A sexta e ultima função tratada pela autora é manter uma força de trabalho de reserva, um exército industrial, que o desenvolvimento capitalista exige, produz e recruta em épocas especificas de maior expansão produtiva.

Data: 15/02/2013

De: Karen Patricia Pitanga da Silva (Licenciatura-Turma A)

Assunto: Fórum 3-Relações não-capitalistas/Quadrinho

O texto da autora Beatriz Regina Zago de Azevedo sobre a produção não-capitalista faz uma discussão sobre o tema com o auxílio de estudos de outros autores que falam sobre o processo não-capitalista de produção, sendo este um processo contraditório dentro do próprio sistema capitalista de produção. Deste modo, as atividades não-capitalistas visam alguns pontos ou, como a própria autora cita, “funções”. Alguns deles são:
*Facilitar diretamente o processo de acumulação, tendo como exemplo as empresas que se beneficiam da produção de um pequeno produtor, comprando a baixo custo e lançando no mercado a um preço que venha a gerar renda para acumulação.
*Atender a demanda de certos bens e serviços, ou seja, oferecer serviços de especializados, artesanais, preenchendo os espaços criados pelas empresas capitalistas, criando e expandindo novos padrões de mercado e, ainda assim, criando uma brecha para a criação de novas empresas.
*Facilitar a circulação de bens industrializados, referindo-se ao mercado informal (ambulantes) e pequenos comerciantes, facilitando o acesso a população de baixa renda.
Para não me alongar citarei os outros pontos que surgem ao longo do texto: Permitir a concentração de capital nos setores estratégicos da economia; rebaixar o custo de produção da forma de trabalho assalariada; manter uma força de trabalho reserva.
As três questões que permeiam o texto são: a) a busca de definição da categoria em estudo; b) o significado dessa categoria no modo de produção capitalista; c) buscar contrapor as várias interpretações acerca das possíveis contribuições das atividades organizadas sob os moldes não-capitalistas para a acumulação de capital.
Com relação as nossas aulas vimos como se processa o modo capitalista de produção e suas características. Esse mesmo sistema capitalista é contraditório em si mesmo, pois dá (não sei se esta é a palavra correta) “subsídios” para a manutenção do campesinato. No quadrinho vemos como se dá a expropriação do capital em sua essência. Pode-se observar como se dá a acumulação de capital através da mais-valia (absoluta e relativa) e que o processo de alienação começa no próprio processo de produção da mercadoria, onde o operário vende no mercado a sua força de trabalho e o produto não mais lhe pertence, e adquire uma existência independente dele próprio. E assim o homem é transformado em coisa na medida em que ele passa a ser um instrumento de trabalho nas mãos dos capitalistas. Isso me fez lembrar um poema de Carlos Drummond de Andrade, “Eu Etiqueta”:
“(...) Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.”

Data: 14/02/2013

De: Erika Vilela da Silva (Licenciatura Diurno turma A)

Assunto: Comentário sobre os quadrinhos.

Nos quadrinhos observamos o processo de extração da mais valia, pra ser mais preciso a mais valia absoluta onde o dono dos meios de produção( as maquinas) manda o funcionário trabalhar mais rápido de modo que não melhora as condições de trabalho fazendo com que o trabalhador produza mais rápido e em maior quantidade, sabendo o proprietário dos meios de produção que o trabalhador possui a capacidade de produzir mais do que necessita para sobreviver, o capitalista explora esse trabalhador com a ntensificação do ritmo de trabalho, através de uma série de controles impostos aos operários, que incluem da mais severa vigilância a todos os seus atos na unidade produtiva até a cronometragem e determinação dos movimentos necessários à realização das suas tarefas, lhes pagando apenas o necessario para que ele continue como trabalhador. É neste momento que o capitalismo faz com que o trabalhador veja o produto criado como produto do capital e não produto do seu trabalho e que para ele garantir sua sobevivencia precisa do capital ,entrando em um processo de alienação, onde o trabalhador não se ver no produto criado por ele, aparecendo também a ilusão que a troca que é exercida de sua força de trabalho ao capitalista é justa, ele acha que o dono dos meios de produção possui o direito de receber o lucro por que ele é dono do capital
Dessa forma toda a riquesa que o capital acumula não aparece como se fosse retirada do trabalhador mais do capital.

Data: 11/02/2013

De: Bruno Bianchi Gonçalves - Bacharelado (turma A)

Assunto: Tese de Beatriz Regina Zago de Azevedo

Em sua tese, Beatriz Regina Zago de Azevedo debate sobre a produção não-capitalista, com enfoque no setor “marginal” da economia urbana. Essa atividade não é criada intencionalmente pelo capitalismo, mas sim, fruto do seu desenvolvimento contraditório e existe até o momento em que não entra em conflito com o capitalismo. A autora defende a análise da atividade marginal a partir da sua lógica interna, considerando suas relações com o setor desenvolvido, e critica a dicotomia que fazem entre os setores formal e informal. A marginalidade é essencial ao capitalismo, além de ser criada por esse sistema, é integrante do processo de acumulação. Essa é possível através da exploração do trabalho, podendo ser observada no quadrinho acima, gerando assim a mais-valia com a circulação da mercadoria. Com relação ao setor “marginal” a mais-valia é obtida através da baixa capitalização desse setor e exploração dos trabalhadores. O trabalhador autônomo está inserido no processo global de exploração do trabalho, além de produzir bens e serviços para o terciário, é uma força de trabalho barata que serve ao capital. Esse baixo salário é possível com a existência do exército industrial de reserva. Os vendedores ambulantes, por sua vez, facilitam a circulação das mercadorias industrializadas através da comercialização desses produtos às camadas de menor poder aquisitivo, que não são alcançadas pelas grandes empresas. Para explicar esse baixo desenvolvimento do terciário nos países periféricos, a autora comenta que no estágio inicial de desenvolvimento industrial nesses países, o fluxo de capital para o setor terciário é pouco devido a sua baixa rentabilidade, esse fluxo de capital ocorre em grande parte nos setores estratégicos da economia, como energia, transporte, etc.

Data: 08/02/2013

De: Erika Vilela da Silva ( Licenciatura Diurno)

Assunto: Comentario sobre o texto da autora Beatriz Regina Zago.

Ao analisarmos o estudo da autora Beatriz Regina Zago de Azevedo observamos que ela destaca em suas analises como se deu a acumulação capitalista a partir de relações não capitalista de produção o texto de sua obra gira em torno de um tipo de debate entre alguns autores, os quais defendem algumas hipóteses sobre esse processo de acumulação do capital, destaca-se também que esse processo não é algo isolado em uma parte do globo terrestre, mais algo global abrangendo todos os lugares e setores do planeta em determinados períodos de tempo
Segundo carvalho de Souza o trabalho não capitalista de produção possui a tarefa de facilitar de maneira direta o processo de acumulação de empresas capitalistas , através da apropriação de produtos do pequeno produtor autônomo esse processo acontece da seguinte maneira: o capitalista compra os produtos do pequeno produtor a baixo custo , e as vende no mercado sobre altos preços ,superiores aquele que ele adquiriu em sua compra ,obtendo em sua comercialização altos lucros, e a acumulação do trabalho não pago ao produtor da mercadoria geralmente esses produtos vem de pequenas empresas familiares.
E esse processo de compra de produtos do pequeno produtor autônomo não se faz com uma pequena empresa especifica , essa atividade tende a construir relações com outras categorias de produtores o que desobriga as empresas capitalistas a cumprir a legislação trabalhista.
Ainda sobre a discussão da contribuição da produção não capitalista para o processo de acumulação do capital destacam-se outras atividades, ou seja ,existem muitas outras formas dessa acumulação como a de facilitar a circulação dos bens industrializados que se refere a circulação dos bens industriais através do pequeno comercio, permitindo o acesso das pessoas de pouco poder aquisitivo a essas mercadorias e fortificando a acumulação das empresas capitalistas. Essas empresas ainda usam como estratégia a concentração de capital em alguns setores da economia como em economias atrasadas que implantado-se nesses lugares realiza essa acumulação. O rebaixamento do custo de produção da força de trabalho assalariada, também faz parte desse processo acumulativo nessas economias atrasadas as formas não capitalistas de organização da produção ao cumprir função de produzir bens e serviços a custos menores do que se fossem produzidos por empresas capitalistas, acarreta o rebaixamento dos salários dos trabalhadores engajados na produção capitalista, contribuindo para a acumulação de dinheiro nas empresas capitalistas.
“(...) as condições que a classe trabalhadora, marginal ou não, se produza a níveis mínimos de subsistência, tornando viável uma acumulação a altas taxas de exploração do trabalho, pois o capital pode remunerar os trabalhadores a ele diretamente submetidos a preços que freqüentemente se deterioram historicamente”
( Kowarick, op. Cit.,p. 105).

Data: 08/02/2013

De: joão carlos de lima gonçalves (geografia bacharelado- diurno)

Assunto: comentario sobre o texto e os quadrinhos

No modo de produção capitalista os trabalhadores devem ser livres, e assim negociam a sua mão-de-obra com os proprietários dos meios de produção. O trabalhador tem a capacidade de produzir mais do que necessita para viver, e o proprietário dos meios de produção faz retornar aos funcionários em forma de salario apenas o necessário para eles se manterem como trabalhador; isso é chamado de mais-valia, pois são as horas de trabalho não paga e é comum no capitalismo. A alienação ocorre, pois o capitalismo passa a impressão de que a riqueza acumulada é mérito do capital e não do trabalhador. No fetichismo da mercadoria predomina a relação com as coisas e o valor de uso sai de cena, isso esta vinculado diretamente com o consumo e tem o apoio da mídia.
Existe uma diferença entre capital e dinheiro, pois o capital é o dinheiro aplicado nos meios de produção, comprando meios de produção e pagando mão-de-obra, e o dinheiro é o meio usado na troca de bens na forma de moeda ou cédulas. A especulação de terras para a venda não é uma forma de produção capitalista, pois não emprega mão-de-obra e não compra meios de produção.
No trabalho camponês uma parte da produção é destinada ao consumo do produtor e o excedente é transformado em mercadoria e comercializado.

Data: 08/02/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:comentario sobre o texto e os quadrinhos

Olá João Carlos de Lima Gonçalves (Geografia bacharelado- Diurno) boas explicações, mas e no que se refere ao conteúdo da tese de Beatriz Azevedo o que te chamou mais atenção e como você pode associar estes elementos ao entendimento do conteúdo da tese?

Data: 05/02/2013

De: Everson Diego Vasconcelos 4° periodo geografia bacharelado Noturno

Assunto: texto e conmentario do doutorado: Dr. autora Beatriz Regina Zago de Azevedo

Segundo Karl Marx, a renda da terra é também denominada renda territorial ou renda fundiária. Como ela é um lucro
extraordinário permanente, ela é, portanto, produto do trabalho excedente. Esclarecendo melhor, o
trabalho excedente é a parcela do processo de trabalho que o trabalhador dá ao capitalista, além do
trabalho necessário para adquirir os meios necessários à sua subsistência.
Assim, a renda da terra é uma fração da mais-valia, ou seja, é, mais precisamente,
componente particular e especifico da mais-valia. Para Karl Marx, mais-valia é, no modo capitalista de
produção, a forma geral da soma de valor (trabalho excedente e realizado além do trabalho
necessário que por sua vez é pago sob a forma de salário) de que se apropriam os proprietários dos
meios de produção (capitalistas e ou proprietários de terras) sem pagar o equivalente aos trabalhadores
(trabalho não pago) sob as formas metamorfoseadas, transfiguradas de lucro e de renda fundiária.

Data: 04/02/2013

De: Jeremias Ferreira de Oliveira - licenciatura - noturno

Assunto: comentário sobre os quadrinhos

Nos quadrinhos o que se observa é a exploração da mais- valia por um empresário capitalista, ele dar a ordem para o funcionário trabalhar mais de pressa o que caracteriza a exploração da mais- valia absoluta, nos quadrinhos mais adiante o proprietário explica como explora a mão – de- obra citando valores que são pagos para o funcionário e o quanto o funcionário produz por dia. Outra característica do modo de produção é mostrada quando o empresário diz que as maquinas pertence a ele mostrando um gesto autoritário e egocêntrico de ver a sociedade, nos últimos quadrinhos observasse a alienação onde os trabalhadores não se percebem no processo de produção, pois estes trabalhadores são os mesmos que compram os produtos que eles mesmo produzem, produtos estes que são personificado pelo fetichismo da mercadoria e os trabalhadores compram por preços absurdos no comercio.

Data: 05/02/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:comentário sobre os quadrinhos

Complementando...
E é realmente por não se perceber no processo de produção que a classe trabalhadora esquece também de sua importância no contexto social e para além do quadrinho... Muitos sequer imaginam que ao vender sua força de trabalho tem expropriado de si parte do que poderia compor o salário. Esta parte auferida pelo capitalista, que lucra a partir desta lógica principalmente - além de deter os meios de produção, a da expropriação da mais-valia, como explicado em sala de aula pela professora. Neste contexto devemos estar atento a relação: quantitativo de horas trabalhadas x quantidade de produtos produzidos ou serviços executados, ou seja, o excedente na prática condiz com horas trabalhadas "de graça" ao capitalista que auferirá lucro.

Análise pertinente sobre o fetichismo da mercadoria. Isto pode ser notado mais claramente no documentário recomendado pelo colega abaixo Adalberto Souza intitulado "A história das coisas" que está incluso no fim da página deste fórum.

Data: 04/02/2013

De: Jeremias Ferreira de Oliveira - licenciatura - noturno

Assunto: comentário texto a produção não capitalista uma discussão teórica

No texto a autora mostra uma discussão teórica sobre alguns autores, no que diz respeito a o processo contraditório do modo de produção. Ela aborda seis funções que a produção não capitalista desempenham que facilita o processo de desenvolvimento acumulação do capital.
Na primeira função a autora explica que a acumulação ocorre quando pequenas empresas familiares são submetida a produzir por encomenda os produtos que foram solicitados pelos grandes industriário. A segunda função é suprir a demanda de bens e serviços quando não foi feito o investimento de capital para a realização de certos bens e serviços. A terceira função é a de facilitar a circulação de bens industrializados, isso ocorre com a disseminação dos produtos em feiras livres ou nas ruas através dos ambulantes que são considerados uma extensão das empresas capitalistas. Na quarta função é mostrado a concentração de capital em alguns setores da economia que são estratégico para baratear a produção. A quinta função é o rebaixamento do custo de produção da força de trabalho assalariado, A sexta função apresentada pela autora é a de rebaixar o custo da reprodução da força de trabalho assalariado, nesta função os trabalhadores marginais e os autônomos facilita o rebaixamento dos salários dos trabalhadores das industrias capitalistas, pois os salários são calculado a partir do valor que é cobrado por um trabalhados autônomo. A ultima função é a de manter uma força de trabalho reserva, este exercito de reserva de força de trabalho é um fator de negociação entre os trabalhadores e as empresas capitalistas, pois estes trabalhadores se sentem mais fracos na negociação por ter mão – de – obra de sobra no mercado. Estas funções não capitalistas interferem diretamente no processo de acumulação do capital.

Data: 05/02/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:comentário texto a produção não capitalista uma discussão teórica

No que se refere ao fenômeno da marginalidade como você e os outros colegas da turma (aguardo colaboração individual dos colegas) analisam esta abordagem mediante a exposição da análise interpretativa, pela professora Beatriz Azevedo, deste conjunto de atividades/trabalhos que nos faz compreender sobre o estudo da produção não-capitalista?

Sobre as funções não capitalistas interferirem diretamente no processo de acumulação do capital isto ocorre sempre? Há regras?

Data: 31/01/2013

De: Adalberto Souza

Assunto: Relações Captalistas

Já assisti esses videos algumas vezes e acho bastante interessante.

http://www.youtube.com/watch?v=ZpkxCpxKilI
http://www.youtube.com/watch?v=JlwP1_KqTc8

Data: 01/02/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:Relações Captalistas

Sim, são realmente interessantes. Inseri o vídeo do documentário "A História das Coisas" na página, quem os quiser conferir do começo ao final consta na parte inferior do portal.

Uma das principais mensagens deste documentário não é apenas sobre o tal desenvolvimento sustentável, mas é também como as grandes corporações influenciam as relações contidas no espaço geográfico mundial, não apenas no que se referem aos recursos naturais no início do processo de produção de mercadorias, mas para além disso, estabelecem uma nova organização social do trabalho.

Falando nisso, o que de fato sobre a temática associada ao documentário, quadrinho e a tese de fato te fazem refletir, além de seu comentário anteriormente postado... E te questiono no sentido de continuar a discussão: Para você o porquê deste "salário irrisório", quais as possíveis "soluções" para minimizarmos este "problema"?

Data: 31/01/2013

De: Adalberto Souza 4º periodo de Geografia Bacharelado

Assunto: relações não-capitalistas, quadinho

Como o autor cita no texto, existe uma ilusão dos trabalhadores, assim como mostram os quadrinhos. Tendo em vista que a classe trabalhadora, está sempre "pagando" para trabalhar, fato mostrado nos quadrinhos. Pois os seu patrões pagam um salário irrisório, por uma produtividade gigantesca. Sabendo que o salário pago a cada trabalhador não se adéqua ao esforço e a produtividade dos mesmos. Exemplo explicitado nas tirinhas é de que o dono da empresa paga r$ 20,00 a diária do trabalhador e o mesmo produz r$ 240,00 por dia, ou seja um lucro de r$ 220,00 ao empresário, fazendo com que o trabalhador se submeta a esse tipo de trabalho, pois sabe ele que existem milhares na fila querendo o seu emprego, fazendo com que ele fique preso a essa função por muito tempo e como o mercado sempre visa cada vez mais o lucro essa jornada de trabalho tende a aumentar e na maioria das vezes seu salário não aumenta proporcionalmente e sim com um percentual bastante inferior.

Data: 03/02/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:relações não-capitalistas, quadinho

Na prática a autora Beatriz Azevedo relaciona o entendimento das formas diferenciadas de inserção da força de trabalho em um processo histórico de formação de capital de uma sociedade, tal como está explicitado na página 103 da tese postada nesta página.

Sendo assim, a autora ainda compreende como o capital vai se utilizar de todos os níveis de mão-de-obra e suas relações de trabalho articuladas, uma vez que no processo produtivo todos estão interligados, mesmo que indiretamente nesta rede tentacular onde o objetivo é lucrar mesmo que seja aproveitando-se do tal fenômeno da "marginalidade" explicitado também na tese, onde na compreensão da autora trata-se de uma readequação das relações de produção e os envolvidos nestas envolvidos na lógica capitalista.

Data: 30/01/2013

De: Everson Diego Vasconcelos 4° periodo geografia bacharelado Noturno

Assunto: relações não-capitalistas, quadinho

Bom dia galera, dando enclemento De acordo com o que a autora: Beatriz Regina e o cap.4 nos relata tem uma relação emalguns fatores tais quais: O capital lança mão da criação e recriação das relações não-capitalistas de produção para realizar a produção não-capitalista do capital. O que se pode deduzir dessas colocações é que a primeira etapa do desenvolvimento do capitalismo não foi necessariamente uma etapa em que predominaram as relações especificamente capitalistas de produção, mas sim uma etapa principalmente de produção de mercadorias. Com a
mercadoria, o capitalismo ganha dimensão mundial, ou seja, dissemina-se por lugares diferentes,
momentos distintos (mas articulados) de um processo único: o processo contraditório de sua expansão. O mecanismo utilizado pelo capital para
promover esse processo se deu pela sujeição da renda da terra, pela transformação das rendas da
terra em trabalho, em produtos e em dinheiro, em capital.

Data: 03/02/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:relações não-capitalistas, quadinho

Na prática a mercadoria sempre existiu, o que é preciso compreender são as relações que envolvem as trocas entre as mercadorias e em quais lógicas estas relações estão envolvidas.

Por mencionar sobre a sujeição da renda da terra como se dá (se é possível) este processo de transformação das rendas da terra em trabalho, renda da terra em produto e renda da terra em dinheiro convergidos para capital?

Data: 25/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Documentário "Linha de Montagem" (Verificar no campo inferior da página do Fórum Geografia Agrária 3). Este documentário foi comentado em sala de aula pela Prof.a. Dr.a. Cirlene Jeane Santos e Santos e mostra a industrialização e organização sindical.

Sinopse: Documentário histórico sobre a gênese do movimento sindical de São Bernardo do Campo entre os anos de 1978 e 1981, quando se produziram as maiores greves de metalúrgicos na região, desafiando a repressão do final da ditadura militar. Radiografa-se a cidade no calor da grande efervescência das assembléias no estádio da Vila Euclides, onde os operários decidiam os novos rumos do movimento. As greves de 1979 e 1980 levaram à intervenção federal no Sindicato dos Metalúrgicos, à prisão de líderes, como Luís Inácio da Silva, processados com base na Lei de Segurança Nacional.

Mercedes-Benz, Karmann-Ghia, Scania e, sobretudo a imensa fábrica da Volkswagen, passaram a dar o tom do cotidiano local. Vilas, mercados, transportes se organizaram em torno das fábricas e milhões de trabalhadores se instalaram em suas proximidades.

No início daquela industrialização, de produtos pesados baseados na metalurgia, havia muitos riscos no ambiente de trabalho e a remuneração era baixa. A vida dos operários e de suas famílias era simples e com muitas restrições. Se naquela época a precariedade era quase como uma conseqüência lógica, visto que se tratava de uma situação nova, ainda em processo de consolidação, era de se esperar que com o tempo o quadro evoluísse. Mas, por força da famigerada ditadura militar, cravada no meio de nossa história recente, o que de fato ocorreu foi o agravamento das más condições.

Grosso modo, os militares empreenderam um projeto econômico atrelado ao capital estrangeiro, comprometendo-se com dívidas e tendo que enxugar o orçamento interno. Isso teve impacto direto na vida dos trabalhadores dos mais baixos escalões. Sem aumento real e com a inflação correndo solta, eles viram seu poder aquisitivo diminuir mais e mais.

Além disso, os trabalhadores também foram podados de seu poder de organização e reivindicação. A repressão foi o instrumento usado pelos governantes da época da ditadura para impor aquele modelo econômico, amordaçando qualquer manifestação contrária. No coração do capitalismo, o movimento operário foi o primeiro alvo, no início do golpe, em 1964.

O filme foi lançado pela primeira vez em 1982, mas logo censurado pelo governo federal. Foi restaurado e relançado em 2008.

Observação: A sinopse tem como fonte o Youtube assim como o vídeo postado.

Data: 24/01/2013

De: Everson Diego Vasconcelos 4° periodo geografia bacharelado Noturno

Assunto: texto e conmentario do doutorado: Dr. autora Beatriz Regina Zago de Azevedo

Segundo a autora em sua inlustre obra de doutorado, a produção não-capitalista, Tomando-se como objeto de investigação essa produção não tipicamente capitalista que se insere nas brechas da economia urbana, será possível detectar uma situação que reveste de caracteres específicos o funcionamento dessas atividades não baseadas no trabalho assalariado. ã preocupação em entender como e por que se da a expansão dessas atividades não c a p i t a l i s t a s , depositárias da grande massa d e s q u a l i f i c a d a da força de. t r a b a l ho alocada nas cidades. o conjunto de ocupações urbanas que fundamentalmente se organizam sob formas de trabalho não assalariados e onde se ocupa predominantemente a população de baixa renda. Ainda nessa parte, foram selecionados alguns
posicionamentos teóricos acerca do sentido dessas ocupações no modo de produção capitalista.

Data: 25/01/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:texto e conmentario do doutorado: Dr. autora Beatriz Regina Zago de Azevedo

Falando nisso, na sua análise como a autora analisa os posicionamentos teóricos utilizados por ela ao longo do quarto capítulo e conclusão na tese “A produção não-capitalista: uma discussão teórica"?

Data: 24/01/2013

De: Everson Diego Vasconcelos 4° periodo geografia bacharelado Noturno

Assunto: relações não-capitalistas, quadinho

De acordo com os quadrinhos, este modo de produçao era e é em alguns casos da atualidade, fatores reais os quais como no casa ilustrado o trabalhador tem suas longas jornadas de trabalho muita produtividade a custos muito baixos para o bolso do trabalhador, ja se tratando do proprietario ele so quer o capital o dinheiro e muita mercadoria, muita produtividade, lucro no produto produzido, sendo assim estes e outros fatores levam a relações não-capitalistas de produção.

Data: 29/01/2013

De: Arthur Henrique

Assunto: Re:relações não-capitalistas, quadinho

A mais valia extraída do funcionário que trabalhava muito mais que o necessário para pagar seu serviço. Outro ponto em questão, que está implícito, é a ideologia do trabalho, a alienação das massas operarias que não conseguem enxergar a exploração. Fora que, segundo Santos (1971) o trabalhador cria os objetos que, contraditoriamente, os escraviza também. Podemos ressaltar o papel que a massa de trabalhadores, mais especificamente os operários das Indústrias, desempenham em fornecer mão de obra barata, e, por intermédio da mais valia adquirida pelas horas trabalhadas à mais, eles não usufruem dos produtos que eles mesmo constroem pelo fato de estes serem bem mais caros (por conta do valor agregado ao produto) que no momento da produção.
O papel da alienação gerada por essa nova ideologia, onde a do trabalho é a mais importante (sem desconsiderar as outras) no que tange a desmobilização das massas e a constante tentativa de desregulamentar e desestabilizar a classe trabalhadora, no intuito de impedir o rompimento com a ideologia a qual se sustentam, validam-se e reafirmam-se as relações capitalistas de produção.
Sendo assim, pois, a diferenciação nos salários constituem uma outra ferramenta de controle ideológico e necessário a criar uma falsa ideia de divisão estratificada de classes, com varias camadas. Escondem-se a divisão entre proprietários dos meios de produção e os proletários.

Data: 03/02/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:Re:relações não-capitalistas, quadinho

Olá Arthur Henrique,

Analisando seu comentário pertinente coloco em discussão:

Se é através do trabalho que o homem potencializa sua consciência, então poderiam ser as ideologias (quais? Tudo bem que você mencionou a ideologia do trabalho) os novos caminhos para repensarmos esta sistemática categoria - trabalho - que é extremamente dialética justamente pelas questões que a envolvem, desde as intencionalidades envolvendo poder e conjunturas econômicas tendo em vista que ela é (re)estruturante das relações capitalistas e não-capitalistas de produção?

Estas ideologias seriam o mascaramento da realidade? Algo que converge pensamentos dando um ponto de vista específico baseado em leituras e experiências? Visão sobre o mundo?

No que se refere ao papel da alienação acredito ser realmente pertinente sua reflexão uma vez que no processo de análise contextualizada na maioria das vezes os pesquisadores esquecem-se de compreender profundamente que ocorre justamente isso: quem detém os meios de produção e quem vende a mão-de-obra tornando-se assalariado nas relações capitalistas de produção e quem está a margem deste processo envolvido em relações não-capitalistas de produção.

Data: 06/02/2013

De: Arthur Henrique

Assunto: Re:Re:Re:relações não-capitalistas, quadinho

Bom gostei de sua análise, no caso da ideologia do trabalho (como a conhecemos atualmente) ela só vem a se formar, como ideologia, proveniente da burguesia, durante a constituição dessa classe, força de sustento aliada a nova religião que a partir da constituição do novo modo de produção (capitalista) vem a se constituir como uma das bases que sustentam o capitalismo na Europa.
Nesse caso se constituem como mascaramentos sim, a produção de objetos consome muito tempo dos operários das fábricas e estes desempenham diversas atividades, com o fordismo, cada um fica responsável por uma etapa da produção. Diferentemente do camponês, que desempenha variadas funções durante o feudalismo (complexo rural, por Dracy Ribeiro), o operário ele vai desempenha um papel diminuto, específico. Sendo este uma parte do processo produtivo o operário não consegue mais entender toda a complexidade, facilitando o processo de alienação e impedimento da libertação do operário, sendo este, também, depois do século XIX, separado em repartições, impedindo o contato e a troca de informações entre eles.
A Burguesia é uma classe organizada que utiliza, por conta de seu capital e recursos quase ilimitados, utiliza de diversos meios, onde a TV foi a mais elaborada ferramenta de controle ideológico, para criar um mundo de fábulas (Fetichismo na mercadoria, ideologia do ser individual). O indivíduo passa a ser objeto de estudo e o ser social e esquecido, pois o erro não esta na sociedade mais sim no indivíduo, típica ideologia burguesa, contida nos maiores teóricos no passado, Russeau, Maquiavel, entre outros.

Data: 03/02/2013

De: Ricardo Santos de Almeida (monitor da disciplina Geografia Agrária)

Assunto: Re:relações não-capitalistas, quadinho

Para: Everson Diego Vasconcelos 4° periodo geografia bacharelado Noturno

Como assim essas relações de exploração do trabalhador levam a relações não-capitalistas de produção? Não compreendi.

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